sábado, 24 de agosto de 2013

AGENDA 21

   ÍNDICE                                                VÍDEOS                                                   INSCRIÇÕES


A Agenda 21 


A Agenda 21 foi um dos principais resultados da conferência Eco-92, ocorrida no Rio de
Janeiro, Brasil, em 1992. É um documento que estabeleceu a importância de cada país se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não-governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas sócio-ambientais.
Cada país desenvolve a sua Agenda 21 e no Brasil as discussões são coordenadas pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional (CPDS). A Agenda 21 se constitui num poderoso instrumento de reconversão da sociedade industrial rumo a um novo paradigma, que exige a reinterpretação do conceito de progresso, contemplando maior harmonia e equilíbrio holístico entre o todo e as partes, promovendo a qualidade, não apenas a quantidade do crescimento. Com a Agenda 21 criou-se um instrumento  internacional  que  tornou  possível  repensar  o planejamento. Abriu-se o caminho capaz de ajudar a construir politicamente as bases de um plano de ação e de um planejamento participativo em nível global, nacional e local, de forma gradual e negociada, tendo como meta um novo paradigma econômico e civilizatório.
 As ações prioritárias da Agenda 21 brasileira são os programas de inclusão social (com o acesso de toda a população à educação, saúde e distribuição de  renda),  a  sustentabilidade  urbana  e  rural,  a preservação  dos  recursos  naturais  e  minerais  e  a  ética  política para  o  planejamento  rumo  ao desenvolvimento sustentável. Mas o mais importante ponto dessas ações prioritárias, segundo este estudo, é o planejamento de sistemas de produção e consumo sustentáveis contra a cultura do desperdício.  A Agenda 21 é um plano de ação para ser adotado global, nacional e localmente, por organizações do sistema das Nações Unidas, governos e ela sociedade civil, em todas as áreas em que a ação humana impacta o meio ambiente.

História 

A adoção formal por parte da ONU do conceito de desenvolvimento sustentável parte da criação em 1972 da Comissão Mundial sobre Ambiente e Desenvolvimento (WCED) que em 1987 publicou um relatório intitulado "Nosso futuro comum", também conhecido como o relatório Brundtland.  Esse relatório indicou a pobreza nos países do sul e o consumismo extremo dos países do norte como as causas fundamentais da insustentabilidade do desenvolvimento e das crises ambientais. A comissão recomendou a convocação de uma conferência sobre esses temas.  O desenvolvimento da Agenda 21 começou em 23 de dezembro de 1989 com a aprovação em assembléia extraordinária das Nações Unidas uma conferência sobre o meio ambiente e o desenvolvimento como fora recomendado pelo relatório Brundtland e com a elaboração de esboços do programa, que, como todos os acordos dos estados-membros da ONU, sofreram um complexo processo de revisão, consulta e negociação, culminando com a segunda Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecida como Rio-92 ou Eco-92, entre 3 e 14 de junho de 1992 no Rio de Janeiro, onde representantes de 179 governos aceitaram adotar o programa. A Agenda 21 teve um estreito acompanhamento a partir do qual foram feitos ajustes e revisões. Primeiro, com a conferência Rio+5, entre os dias 23 e 27 de junho de 1997 na sede da ONU, em Nova Iorque; posteriormente com a adoção de uma agenda complementária denominada metas do desenvolvimento do milênio (Millenium  development  goals),  com  ênfase  particular  nas  políticas  de globalização e na erradicação da pobreza e da fome, adotadas por 199 países na 55ª Assembléia da ONU, que  ocorreu  em  Nova  Iorque  entre  os  dias  6  e  8  de  setembro  de  2000;  e  a  mais  recente,  a  Cúpula  de Johannesburgo, na cidade sul-africana entre 26 de agosto a 4 de setembro de 2002.

Estrutura e conteúdo 

Os  temas  fundamentais  da  Agenda  21  estão  tratados  em  40  capítulos  organizados em um preâmbulo e quatro seções: 

Preâmbulo 

Seção I.

Dimensões sociais e econômicas  
Cooperação  internacional  para  acelerar  o  desenvolvimento  sustentável  dospaíses  em desenvolvimento de das políticas internas conexas
Luta contra a pobreza  
Evolução das modalidades de consumo  
Dinâmica demográfica e sustentabilidade  
Proteção e fomento da saúde humana  
Fomento do desenvolvimento sustentável dos recursos humanos  
Integração do meio ambiente desenvolvimento na tomada de decisões

Seção II 

Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento  
Proteção da atmosfera  
Enfoque integrado do planejamento e da ordenação dos recursos das terras  
Luta contra o desmatamento  
Ordenação dos ecossistemas frágeis: luta contra a desertificação e a seca  
Ordenação dos ecossistemas frágeis: desenvolvimento sustentável das zonas montanhosas 
Fomento da agricultura e do desenvolvimento rural sustentável  
Conservação da diversidade biológica  
Gestão ecologicamente racional da biotecnologia  
Proteção dos oceanos e dos mares de todo tipo, incluídos os mares fechados e semi-fechados e as zonas costeiras, e o uso racional e o desenvolvimento de seus recursos vivos
Proteção da qualidade dos recursos de água doce: aplicação de critérios  integrados  para  o aproveitamento, ordenação e uso dos recursos de água doceGestão  ecologicamente  racional  dos  produtos  químicos  tóxicos,  incluída  a  prevenção  do  tráfico internacional ilícito de produtos tóxicos e perigosos  
Gestão ecologicamente racional dos rejeitos perigosos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de rejeitos perigosos  
Gestão  ecologicamente  racional  dos  rejeitos  sólidos  e  questões  relacionadas  com  as  matérias fecais
  
Gestão inócua ecologicamente racional dos rejeitos radioativos

Seção III

Fortalecimento do papel dos grupos principais  Preâmbulo  
Medidas mundiais em favor da mulher para atingir um desenvolvimento sustentável e equitativo;  
A infância e a juventude no desenvolvimento sustentável;
Reconhecimento e fortalecimento do papel das populações indígenas e suas comunidades;  
Fortalecimento do papel das organizações não-governamentais associadas na busca de um desenvolvimento sustentável;
Iniciativas das autoridades locais em apoio ao Programa 21;  
Fortalecimento do papel dos trabalhadores e seus sindicatos;  
Fortalecimento do papel do comércio e da indústria;
A comunidade científica e tecnológica;  
Fortalecimento do papel dos agricultores. 

Seção IV. 

Meios de execução  
Recursos e mecanismos de financiamento;
Transferência de tecnologia ecologicamente racional, cooperação e aumento da capacidade;
A ciência para o desenvolvimento sustentável;
Fomento da educação, a capacitação e a conscientização;
Mecanismos nacionais e cooperação internacional para aumentar a capacidade nacional nos países em desenvolvimento;
Acordos institucionais internacionais.
Instrumentos e mecanismos jurídicos internacionais.
Informação para a adoção de decisões.

O Ministério do Meio Ambiente e a Agenda 21 

A Agenda 21 pode ser definida como um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes bases geográficas, que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.  
A Agenda 21 Brasileira é um instrumento de planejamento participativo para o desenvolvimento sustentável do país, resultado de uma vasta consulta à população brasileira. Foi coordenado pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 (CPDS); construído a partir das diretrizes da Agenda 21 Global; e entregue à sociedade, por fim, em 2002.  
A Agenda 21 Local é o processo de planejamento participativo de um determinado território que envolve a implantação, ali, de um Fórum de Agenda 21. Composto por governo e sociedade civil, o Fórum é responsável pela construção de um Plano Local de Desenvolvimento Sustentável, que estrutura as prioridades locais por meio de projetos e ações de curto, médio e longo prazos.  No Fórum são também definidos os meios de implementação e as responsabilidades do governo e dos demais setores da sociedade local na implementação, acompanhamento e revisão desses projetos e ações.


A Agenda 21pode ser definida como um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes bases geográficas, que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econônica.

A Agenda 21 Brasileira é um instrumento de planejamento participativo para o desenvolvimento sustentável do país, resultado de uma vasta consulta à população brasileira.  Foi coordenado pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e Agenda 21 (CPDS); construído a partir das diretrizes da Agenda 21 Global; e entregue à sociedade, por fim, em 2002.

A Agenda 21 Local é o processo de planejamento participativo de um determinado território que envolve a implantação, ali, de um Fórum de Agenda 21. Composto por governo e sociedade civil, o Fórum é responsável pela construção de um Plano Local de Desenvolvimento Sustentável, que estrutura as prioridades locais por meio de projetos e ações de curto, médio e longo prazos. No Fórum são também definidos os meios de implementação e as responsabilidades do governo e dos demais setores da sociedade local na implementação, acompanhamento e revisão desses projetos e ações.
 

Como participar? 

Para construir a Agenda 21 Local, o Programa Agenda 21 do MMA  publicou o  Passo-a-Passo  da  Agenda 21 Local, que propõe um roteiro organizado em seis etapas: mobilizar para sensibilizar governo e  sociedade;  criar  um  Fórum  de  Agenda  21  Local;  elaborar um  diagnóstico  participativo;  e  elaborar,  implementar, monitorar e avaliar um plano local de desenvolvimento sustentável. Além disso, para que o público possa saber mais sobre as experiências de Agenda 21 Local no Brasil, o MMA criou o Sistema Agenda 21 – um banco de dados de gestão descentralizada que permite o compartilhamento de informações. 

Onde ocorre? 

A Agenda 21 Local pode ser construída e implementada em municípios ou em quaisquer outros arranjos territoriais como bacias hidrográficas, regiões metropolitanas e consórcios intermunicipais, por exemplo.

Quem participa? 

Para que uma Agenda 21 Local seja constituída, é imperativo que sociedade e governo participem de sua construção.

Fortalecimento de processos de Agenda 21 

O MMA apóia os processos de Agenda 21 Local e conta com a parceria da Rede Brasileira de Agendas 21 Locais, cujo objetivo geral é fortalecer a implementação de Agendas 21 Locais mediante o intercâmbio de informações e o estímulo à construção de novos processos.  Assim, por intermédio do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA), o MMA apóia, desde 2001, a execução de 93 projetos de construção de Agenda 21 Local, abrangendo 167 municípios brasileiros.  

Recursos 

A Agenda 21 integra o Plano Plurianual do Governo Federal (PPA) 2008/2011. O desenvolvimento do Programa Agenda 21 fundamenta se na execução de três ações finalísticas: elaboração e implementação das Agendas 21 Locais; formação continuada em Agenda 21 Local; e fomento a projetos de Agendas 21 Locais (por meio do FNMA). (Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental. Ministério do Meio Ambiente.

fonte:
em: <http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=18>


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