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domingo, 11 de maio de 2014

NORMA BRASILEIRA NBR 100.004 DE CLASSIFICAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

ÍNDICE                                               VÍDEOS                                              INSCRIÇÕES



A norma da ABNT NBR 10.004 – Resíduos Sólidos – Classificação foi revisada no ano de 2004 e citamos a seguir as principais alterações da mesma.
Esta Norma classifica os resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública, para que possam ser gerenciados adequadamente.

Cabe salientar que resíduos sólidos aqui considerados devem estar nos estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, agrícola, de serviços e de varrição, ficando incluídos os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, esgotos, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.
As premissas estabelecidas para revisão foram à correção, complementação e a atualização da norma em vigor e a desvinculação do processo de classificação em relação apenas à disposição final dos resíduos sólidos.
Quanto à classificação (item 4.2 da Norma) os resíduos podem ser:
  • Resíduos classe I – Perigosos – aqueles que apresentam periculosidade, ou seja oferecem risco à saúde pública e ao meio ambiente, ou uma das características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade (Anexos C, D, E e F) e patogenicidade, ou constem nos anexos A ou B da referida norma. Nota: O gerador de resíduos listados nestes anexos pode demonstrar por meio de laudo de classificação que seu resíduo que seu resíduo em particular não apresenta nenhuma das características de periculosidade especificadas nesta Norma.
Os resíduos perigosos são gerados de muitas fontes, que vão desde processos industriais de produção, como nossas gráficas, a baterias e lâmpadas fluorescentes, incluindo líquidos, sólidos, gases e lodos.
  • Resíduos classe II – Não Perigosos – Os códigos para alguns resíduos desta classe encontram-se no anexo H da Norma.
Esta classe foi dividida em duas sub-classes :
Resíduos  Classe II A – Não inertes – Aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos classe I – Perigosos ou de resíduos classe II B – Inertes. Podem ter propriedades, tais como: biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água (Anexo G). Deve-se ficar atento que se excetua do anexo H  os resíduos contaminados por substâncias constantes nos anexos C, D ou E e que apresentem características de periculosidade.
Resíduos  Classe II  B – Inertes – Quaisquer resíduos que, quando amostrados de uma forma representativa
A diferenciação entre as duas classes se faz pelos constituintes liberados pelo resíduo quando em contato dinâmico com a água. Interface com a NBR 10.006.
A garantia de uma classificação confiável começa na amostragem que deve ser enviada ao laboratório de análise representando bem o tipo de resíduo daquele processo. A NBR 10.007 dá as instruções para a amostragem de resíduos sólidos.
Destinar
Quando os resíduos das empresas não se encaixam em nenhum dos três R’s reduzir, reutilizar e reciclar, é necessário destinar para EMPRESAS LICENCIADAS PELO ORGÃO AMBIENTAL DO ESTADO OU MUNICÍPIO.
É indicado o pré-tratamento físico  de alguns resíduos, melhorando suas características antes de se dar um destino final a eles.
- Tipos de pré-tratamento: desidratação, diminuição do volume e tamanho, diminuição da carga contaminante, entre outros.
Primeiramente deve-se classificar o resíduo, conforme NBR 10.004:
Classe 1 – resíduos perigosos
Classe 2 -  resíduos inertes e não-inertes
Posteriormente verificar o destino mais adequado para cada tipo de resíduos. A seguir cito e explico os tipos de destinação existentes:
1. ATERROS SANITÁRIOS (Passivo Ambiental)
2. ATERROS INDUSTRIAIS (Passivo Ambiental)
3. CO-PROCESSAMENTO (Cessa a responsabilidade do gerador)
4. INCINERAÇÃO (Cessa a  responsabilidade do gerador)
5. TRATAMENTO DOS EFLUENTES LÍQUIDOS (Cessa parcialmente a responsabilidade do gerador)
1. Aterro Sanitário
O aterro sanitário é um método de disposição final de lixo no solo que pode ser amplamente empregado. A técnica consiste na utilização de princípios de engenharia para espalhar e compactar o lixo,no menor volume possível e recobrir o lixo com material inerte.
Resíduos da Indústria Gráfica que  necessitam ir para este tipo de Aterro:
- Envio do resíduo orgânico (restos de comida, podas e folhas de árvores, papel higiênico) para o Departamento Municipal de Limpeza Urbana da sua cidade, que deve destiná-lo para este tipo de aterro.

2. Aterro Industrial
Técnica de disposição final de resíduos industriais no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à sua segurança, minimizando os impactos ambientais.
- Utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos industriais, tanto perigosos (Classe I) quanto não inertes (Classe II), à menor área possível e reduzi-los ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho ou a intervalos menores se for necessário.
Resíduos da Indústria Gráfica que necessitam ir para este tipo de Aterro:
Aterro Classe 1:
- Estopas e trapos contaminados (se substituídos por toalhas reutilizáveis, lavadas em empresa licenciada, não necessitam este destino);
-Restos de papel, fita, borras e latas de tinta impregnados de tinta ou óleo (podem ser minimizados com conscientização interna para colaboradores);
- Lodo de Estações de Tratamento;
- Adesivos, carcaças de adesivos;
- Embalagens de produtos químicos contaminantes.
3. Co-Processamento
-O co-processamento é a destruição térmica de resíduos através de fornos de cimento. Seu diferencial sobre as demais técnicas de queima está no aproveitamento do resíduo como potencial energético e de substituição de matéria-prima na indústria cimenteira.
Devido às altas temperaturas, a destruição dos resíduos é total.
- São passíveis de co-processamento: resíduos líquidos, sólidos e pastosos.
-          Por apresentarem características e composições bastante diversificadas, os resíduos necessitam ser blendados               (clinquerização), para se obter uma alimentação padrão nos fornos de cimento
4. Incineração
- Incineração é um processo de oxidação térmica sob alta temperatura – 1250ºC por 2 segundos – no qual ocorre a decomposição da matéria orgânica (resíduo), transformando-a em uma fase gasosa e outra sólida.
Trata todo material proveniente de processo industrial na forma de rejeitos, sub-produtos ou, ainda, produtos acabados que apresentem periculosidade conforme a Norma Brasileira 10.004.
- Os efluentes provenientes do processo devem ser tratados antes de sua destinação final. As cinzas devem ser dispostas em aterros controlados e licenciados e os efluentes líquidos encaminhados para uma Estação de Tratamento, onde grande parte retorna ao processo, e os gases oriundos da queima devem ser tratados e monitorados.
5.Tratamento de Efluentes Líquidos
O tratamento remove os agentes contaminantes presentes nos efluentes gerados durante o processo, para que sejam encaminhados ao corpo d’água receptor atendendo aos padrões de lançamento previstos na legislação ambiental (Norma Técnica SSMA nº 01/89, aprovada pela Portaria nº 05/89/SSMA).
O sistema é composto de dois tipos de tratamento:
1.Físico-químico – usado na retirada dos poluentes inorgânicos. Também funciona como pré-tratamento para a etapa seguinte, biológico. No processo, estão tanques de equalização e homogeneização, floculação e decantação.
2.Biológico – empregado na remoção dos contaminantes orgânicos. É realizado pelo processo de lodos ativados por aeração prolongada, seguido de decantação, recirculação de lodo e desaguamento através de filtração.
-  O resíduo gerado do processo é retirado do sistema e conduzido para um leito de secagem ou para um adensador, passando, posteriormente, por uma desidratação mecânica.
A torta resultante do sistema é enviada ao aterro industrial.
Para minimizar os custos com tratamento dos efluentes a empresa deve:
•Segregar as redes das águas dos processos, das águas dos sanitários e cozinha / refeitório;
•Mudar produtos químicos para outros menos poluentes;
•Reusar água em partes possíveis do processo.
FONTE: ABNT

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

TRABALHO ESCOLAR DENTRO DAS NORMAS DA ABNT

   ÍNDICE                                                VÍDEOS                                                   INSCRIÇÕES
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NORMAS ABNT PARA TRABALHOS ESCOLARES

APRESENTAÇÃO 

Para ficar claro, é necessário fazer distinções entre padrões e normas, já que normas da ABNT são constituídas de regras a serem seguidas, objetivando a qualidade em produções científicas, enquanto que nos padrões, são apresentados a título de recomendação modelos de formatações, tendo como base as próprias normas da ABNT, podendo ou não ser utilizada. Tendo em vista, facilitar o entendimento e a execução de trabalhos dentro dos padrões, segue este manual com todos os hítens de acordo com as normas da ABNT.
1 FORMATO DE APRESENTAÇÃO (NBR 14724/2011)

O formato de apresentação do trabalho acadêmico foi alterado com a norma 14.724/2011, permitindo a impressão frente e verso e com espaçamentos menores, contribuindo assim com o meio ambiente. 

1.1 PAPEL E FONTE

- Formato A4 (21,0 x 29,7 cm)
- Texto cor preta
- Ilustração pode ser colorida
- Fonte tamanho 12 para o texto
- Fonte tamanho 10 para citação longa, nota de rodapé, legenda e paginação;
- Fontes (Times New Roman ou Arial
- Margens: superior 3cm, inferior 2cm, esquerda 3cm, direita 2cm;
- Parágrafo com recuo de 2cm;
- Citação longa (+ 3 linhas) com recuo de 4 cm;

1.2 ESPAÇO E ENTRE LINHAS

- Espaço 1,5 - todo o texto;
- Dois espaços de 1,5 - separando cada título e subtítulos do texto que os precede e os que sucedem;
- Espaço simples para - citação longa, nota de rodapé, referências, legendas.
-  Dois espaço simples - entre uma referência e outra

1.3 PAGINAÇÃO

As folhas do trabalho devem ser numeradas sequencialmente, em algarismos arábicos. A contagem será feita a partir da folha de rosto. A numeração, no entanto, deve aparecer somente a partir da primeira folha textual (introdução) e sendo consecutiva até o final do trabalho.
De acordo com a NBR 14724 o número da página deve aparecer no canto superior direito da folha, a 2cm da borda superior.

2 – ESTRUTURA

A estrutura de um trabalho, de acordo com a
ABNT/NBR-14724, compreende três elementos:
* Pré – textuais,
* Textuais
* Pós textuais.

2.1 Elementos pré – textuais

Capa, folha de rosto, dedicatória (opcional),
agradecimentos (opcional), epígrafe (opcional), resumo na língua vernácula (português), sumário.

Elementos textuais:
Introdução, desenvolvimento, conclusão.
Elementos pós textuais:
Referências 

2.1.1 Capa (obrigatório)

Deve apresentar as seguintes informações:
• Nome da instituição - corpo de texto, tamanho 12 (Maiúscula).
• Nome do autor - corpo de texto, tamanho 14 (Maiúscula). 15
• Título – corpo de texto, tamanho 14 (Maiúscula); subtítulo (se houver) em letras
minúsculas, com exceção da primeira letra de nomes  próprios e outros segundo as
regras da gramática - corpo de texto, tamanho 14.
• Local (cidade) e ano de defesa - corpo de texto, 12.


Para a confecção da capa recomenda-se a seguinte padronização:





2.1.2  Folha de rosto

2.1.2.1 Nome do aluno

Centralizado, em negrito,em letras maiúsculas, Times ou Arial 14, a 1 “enter” da margem superior da página;

2.1.2.2 Título e Subtítulo

Centralizado e em negrito, grafado próximo ao meio da página. O título deve ser em letras maiúsculas e o subtítulo em letras minúsculas com a inicial maiúsculas Times ou Arial 14 ou maior;

.2.1.2.3 Natureza
Apresenta a finalidade do trabalho. Deve ser grafado a 2 espaços duplos do título, Times ou Arial 12 e sem destaque, recuada a partir do centro da página para a direita e com espaçamento simples entre linhas.

Exemplo:
Trabalho apresentado para avaliação interdisciplinar
do “ Projeto Saúde Pública” do curso regular do ensino médio
da E. E. Celso Machado.
Professores Orientadores: (citar o nome dos dois padrinhos da turma)




2.1.3 Dedicatória (opcional) 
Página onde o autor presta homenagem a uma ou mais pessoas.

Formatação:
- Tipo de letras Times ou Arial
- Tamanho de letras 12
- Texto recuado a direita e bem rente a parte inferior da folha


2.1.4 Agradecimento (opcional) 
Agradecimentos a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do trabalho.
O título “AGRADECIMENTOS” deverá ser centralizado no alto da página, com letras em caixa alta e negrito.
Formatação do título:
- Tipo de letras Times ou Arial
- Estilo de letras Caixa alta, negrito
- Tamanho de letras 12
- Alinhamento Centralizado
Formatação do texto:
- Tipo de letras Times ou Arial
- Tamanho de letras 12               
- Espaçamento 1,5 cm
- Parágrafo 1,25
- Alinhamento Justificado



2.1.5  Epígrafe (opcional)                                 


Pensamentos retirados de um livro, uma música, um poema, normalmente relacionados ao tema do trabalho.
Deve ser elaborada conforme norma NBR 10520/2002
Apresentação de citações em documentos.
Se desejar, a epígrafe pode ser grafada em itálico.

Formatação:
- Tipo de letras Times ou Arial
- Tamanho de letras 10
- Espaçamento Simples
- Alinhamento Recuada a 4 cm
- As epígrafes podem ser colocadas também nas folhas de abertura de cada seção primária.


2.1. 6  Resumo em português 
Apresentação concisa dos pontos relevantes do texto. Deve ressaltar o objetivo, o método, resultados e conclusões do trabalho.
Deve-se utilizar o verbo na voz ativa ou terceira pessoa do singular.

O título “RESUMO” deverá ser centralizado no alto da página, com letras em caixa alta e negrito.

Formatação do título:
- Tipo de letras Times ou Arial
- Estilo de letras Caixa alta, negrito
- Tamanho de letras 12
- Alinhamento centralizado.

Formatação do texto:
- Tipo de letras Times ou Arial
- Tamanho de letras 12
- Texto Parágrafo único
- Extensão 150 a 500 palavras
- Espaçamento 1,5 cm
Ao final do resumo deve-se elaborar PALAVRAS- CHAVE representativas do conteúdo do trabalho, separadas entre si por um ponto.

2.1.7 Sumário (obrigratório)                                 .                                             


Sumário (elemento obrigatório) (NBR 6027/2003)
Listagem das seções textuais e pós-textuais que compõem o trabalho, e sua respectiva localização (página).
Incluir no sumário:
Elementos textuaisIntrodução, Desenvolvimento e Conclusão, Com numeração progressiva.
Elementos pós-textuais: Referências (obrigatório), Apêndices (opcional), Anexos (opcional) e Glossário(opcional), Sem numeração.
Todas as seções textuais são numeradas (Introdução, Desenvolvimento e Conclusão).
Os elementos pós-textuais não são numerados (referências, apêndices, anexos e glossário). 



2.2  ELEMENTOS TEXTUAIS  
Núcleo do  trabalho  em  que  é  exposta  a  matéria resultante do processo de investigação,   
os elementos textuais são constituídos de  três  partes  fundamentais: introdução, desenvolvimento e conclusão (NBR 1427,  2005, p. 6), intimamente relacionadas como partes 
de uma estrutura lógica e harmoniosa.

2.2.1  Introdução
Parte inicial do  texto,  na  qual  devem constar   a delimitação  do  assunto  tratado,  a 
problematização,  objetivos  da  pesquisa  e  outros  elementos  necessários  para situar o tema do trabalho (NBR 1424, 2005,  p. 6).  

2.2.2  Desenvolvimento 
                                    
Parte  principal  do  texto que  contém  a  exposição  ordenada  e  pormenorizada  do assunto.
Divide-se em seções e subseções que variam em função da abordagem do tema e do método
(NBR 14724, 2005, p. 6).


2.2.3 Conclusão                               

Parte final do texto,  na  qual  se apresentam  as conclusões  correspondentes  aos objetivos
ou  hipóteses.  É opcional apresentar  os  desdobramentos  relativos  à importância,  síntese,
projeção,  repercussão,  encaminhamento  e  outros (NBR 14724, 2005, p.6).

2.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS                                      . 


2.3.1 Referências (obrigatório)
                                        . 
Referência é o “conjunto padronizado de elementos retirados de um documento, que permite
sua identificação individual” (NBR 14724, 2005, p. 2). Elaborado conforme a NBR 6023,
consiste numa lista ordenada alfabeticamente das obras citadas no texto.
Considerando que são muitas as formas de organização das informações indispensáveis para a identificação de documentos, as quais dependem sobretudo da natureza da fonte de
publicação, seguem  exemplos de alguns casos específicos:

3.  Divisão de texto                                                           .

Os trabalhos acadêmicos são divididos em sua maioria por seções. A NBR 6024 estabelece
alguns requisitos de apresentação que caracterizam a divisão das seções. Estas seções devem ser feitas de maneira clara e precisam expor  numa  sequencia lógica, por ordem de
importância, o inter-relacionamento com o conteúdo, de modo a permitir  a localização
imediata de cada parte do texto.


Segundo a NBR 6024:                                           . 
a) os títulos das partes (seções) em que se divide o trabalho devem ser precedidos de um
indicativo numérico segundo o sistema de numeração progressiva, sempre alinhados à
esquerda, e  começar sempre por um numero inteiro (ex.: 1);
b) devem-se utilizar números arábicos para enumeração das seções/subseções, bem como o
ponto para divisão e consequente subordinação das seções (ex. 1.1);
c) o indicativo de seção precede o título, dele separado por um espaço de um caractere;
d) não deve ser utilizado qualquer sinal (hífen, travessão ou ponto) entre o indicativo
numérico da seção e o seu título.       
e) não se usa ponto final em títulos e subtítulos;
f) a apresentação das seções e subseções (títulos e subtítulos) deve ser diferenciada
tipograficamente utilizando recursos como negrito,  itálico, grifo, caixa alta, versalete,
dentre outros. A escolha é livre, desde que seja padronizada no trabalho todo.
Recomenda-se que os títulos das  seções primárias sejam em maiúsculas. Cada nível de
seção deve seguir sua própria padronização;
g) os títulos sem indicativo numérico (ilustrações, sumário, resumo, referências e outros)
devem ser centralizados na página;
h) todas as seções principais têm que iniciar em folha distinta, mesmo que haja espaço útil
disponível na folha precedente;
i) no Sumário, os títulos das seções e sua enumeração devem estar na mesma ordem e
grafia do corpo do texto;
j) por fim, a norma estabelece limitar o número de seções até a quinária, ou seja, no
máximo cinco vezes (ex. 1.1.1.1.1).

4 Formatação da lista de referências (elemento obrigatório) (NBR 6023/2002)

Referências é o conjunto de elementos que identificam as obras utilizadas na elaboração do trabalho. Todas as obras citadas no trabalho (no corpo do texto, nas fontes de ilustrações e tabelas ou em notas de rodapé) devem compor a listagem das referências.

As referências devem ser apresentadas em uma única ordem alfabética, independentemente do suporte físico (livros, periódicos, publicações eletrônicas ou materiais audiovisuais) alinhadas somente à esquerda, em espaço simples, e espaço simples entre elas.

O título “REFERÊNCIAS” deverá ser centralizado no alto da página, com letras em caixa alta e negrito.

4.1 Formatação do título

- Tipo de letra: arial ou times
- Estilo: Caixa alta, negrito
- Tamanho: 12
- Alinhamento : centralizado

4.2 Formatação do texto:

- Tipo de letra: arial ou times
- Ordenação: ordem alfabética
- Tamanho: 12
- Alinhamento : somente a direita
- Espaçamento: espaço simples e um espaço simples entre uma citação e outra.

4.3 REFERÊNCIAS BLIBLIOGRÁFICAS

4.3.1 Livros
-          Padrão: SOBRENOME DO AUTOR, prenomes. Título: subtítulo. Edição. Local: Editora,ano.

    Exemplos:
-          MARTINS, Gilberto de Andrade. Manual para elaboração de monografias e dissertações. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000.

-          MARION, J. C. Contabilidade empresarial. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

4.3.2 Enciclopédias e dicionários

-          Padrão: TÍTULO: subtítulo. Edição. Local: Editora, ano.
Exemplo:
MICHAELIS: dicionário prático: inglês-português, português-inglês. 18 ed. São Paulo: Melhoramentos, 1998.

4.3.4 Artigos ou matérias de periódicos

Padrão: SOBRENOME DO(S) AUTOR(ES), Prenome(s). Título do trabalho: subtítulo.
Título do periódico, local, volume, fascículo, página inicial e final do artigo, período e data de publicação.
Exemplo:
MARTINS, Gilberto de Andrade. Abordagens metodológicas em pesquisas na área de Administração. Revista de Administração da USP, São Paulo, v. 32, n.3, p. 5-12, julho/setembro, 1997.

4.3.5 Documentos eletrônicos

Trabalho com indicação de autoria
Padrão: AUTOR, prenomes. Título. Outros dados, data. Disponível em: <www.endereço do site>. Acesso em: dia, mês, ano.
Exemplos:
PAES, Pereira. A permanência de animais nos condomínios. Direitonet. Disponível em <www.direitonet.com.br>. Acesso em: 15 mai 2002.
Sítio institucional
Padrão: INSTITUIÇÃO. Conteúdo do sítio. Título. Outros dados, data. Disponível em: <www.endereço do site>. Acesso em: dia, mês, ano.
Exemplo:
IBGE. Sítio eletrônico da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Relatório da Pesquisa de Domicílios 2005. <www.ibge.gov.br> . Acesso em 15 mar 2005.
 4.4 FIGURANDO O TRABALHO NO EDITOR DE TEXTOS

O editor de texto mais utilizado para a digitação de trabalhos acadêmicos é o Microsoft Word.
Para facilitar a sua aplicação nestas normas de formatação, serão apresentadas algumas
instruções de uso:
Para ajustar o tamanho do Papel e as Margens:
1. Clique no menu Arquivo.
2. Em seguida, clique em Configurar página...
3. Na guia Margens defina o tamanho das margens de acordo com a norma:
•Superior: 3 cm;                                         .
•Esquerda: 3 cm;                                                 .                                     
•Direita: 2 cm;                                                 .
•Inferior: 2 cm;                                                     .                                                           
4. A orientação do Papel deve ser a Retrato;                                                      .
5. Para configurar o tamanho do papel, clique na guia Papel;               .                                        6. Selecione o tamanho A4;                                           .
7. Clique em Ok para finalizar estas configurações.                                       .







6-  ESPACEJAMENTO E TIPOGRAFIA                                                                        . 

A ABNT não especifica o tipo de fonte, contudo costuma-se usar Times New Roman ou Arial.
Sugerimos digitar ou selecionar da lista a fonte  Times New Roman . O tamanho de fonte
recomendado pela ABNT é 12 para o texto,  com espaço entre linhas de 1,5 cm, e tamanho
menor e espaço simples  para citações com mais de três linhas, notas de rodapé, paginação e
legendas de ilustrações e tabelas.
Para facilitar a formatação do texto, o Word utiliza recursos de configuração de estilos que
são instruções previamente definidas que alteram automaticamente as partes de um texto ao
qual são aplicadas pelo usuário.Vejamos a seguir como fazer isso  .


6.1 CONFIGURANDO ESPACEJAMENTO E TIPOGRAFIA                                      
.
No editor de textos MS Word podemos configurar o espacejamento e a tipografia padrão
alterando o modelo de estilo Normal. Vamos modificar o estilo padrão do Word aplicado ao
texto chamado Normal.
1. Clique em Formatar e depois na opção Estilos e formatação;
2. Irá surgir uma caixa de opções no canto direito do programa;
3. Na caixa “Escolher formatação a ser aplicada” localize o estilo Normal.
4. Clique no botão que surge no lado direito do estilo quando você coloca o mouse sobre
o mesmo. Escolha a opção Modificar.
5. Na região de formatação, selecione a fonte Times New Roman, o tamanho do corpo
12, o alinhamento justificado e o espaçamento entre linhas de 1,5 cm.
6. Para finalizar, clique em OK.
7. Depois, selecione os blocos de texto nos quais você queira aplicar a formatação e
selecione o estilo Normal para inserir seu efeito.






6.2. CONFIGURANDO OS PARÁGRAFOS
                                      .
Não existe uma norma específica para padronização dos parágrafos, ficando a critério do
autor estabelecer a padronização desejada. Recomendamos um recuo de 1,5 cm que facilita a
visibilidade do mesmo. Este pode ser configurado na opção “Parágrafo” que fica na parte
inferior à esquerda da janela de Modificação de Estilos. 





6.3 CONFIGURANDO O ESPACEJAMENTO DE CITAÇÕES             .

As citações diretas com mais de três linhas devem aparecer em um bloco separado do texto.
Como vimos, nesses casos o espacejamento entre linhas é simples e o tamanho da fonte  deve ser menor que o do texto normal. Recomendamos o tamanho de fonte 10.

Para configurar o estilo das citações diretas com mais de três linhas siga estes passos:
1. Novamente na caixa de Estilos e formatação, clique no botão Novo Estilo;
2. Nomear o novo estilo como “Citações”;
3. O estilo para parágrafos é “Normal”;
4. Clique no botão “Formatar” e em “Parágrafo”;
5. No recuo, configurar para 4 cm à esquerda e espaçamento entre linha simples.
6. Clique em OK para finalizar;
7. Depois, selecione o bloco de texto desejado e escolha o estilo “Citações” para aplicar
ao texto escolhido. 






7  FORMATO DA DIVISÃO DO TEXTO    
                        .
Para facilitar a formatação final do TCC, transcrevemos a seguir a NBR 14724  (p. 8) sobre o
formato dos títulos e subtítulos (seções e subseções)  conforme a NBR 6024 (ver a descrição
desta norma na   p. 34 deste Manual) .


. Indicativos de seção            
                     .
O indicativo numérico de uma seção precede seu título, alinhado à esquerda, separado por um
espaço de um caractere.                                         .


. Títulos sem indicativo numérico            
                           . 
Os títulos sem indicativo numérico – errata, agradecimentos, lista de ilustrações, lista de
abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumos, sumário, referências, glossário, apêndice(s)
anexo(s) e índice – devem ser centralizados, conforme a ABNT NBR 6024.
  
. Elementos sem título e sem indicativo       
                                            .
Fazem parte desses elementos a folha de aprovação, a dedicatória e a epígrafe.

7.1 CONFIGURANDO OS ESTILOS DE DIVISÃO DO TEXTO    
                     .
Agora, vamos entender como configurar os estilos das nossas seções. Aqui iremos apresentar
um modelo de formatação usado neste manual e que você pode seguir. Primeiro, vamos
definir como será a padronização a ser seguida na formatação das seções primária, secundária
e terciária. Sendo assim, optamos pelos seguintes itens:

Seção Primária: Caixa alta (todas as letras em maiúsculas), fonte tamanho 12, precedido do
indicativo numérico correspondente.

Seção Secundária: Versalete, fonte tamanho 12, precedido do indicativo numérico
correspondente.

Seção Terciária:  Versalete, itálico, fonte tamanho 12, precedido  do indicativo numérico
correspondente.

Para cada seção iremos criar um estilo novo. Com o nosso programa aberto, clique no menu
Formatar e em seguida Estilos e Formatação...
Com certeza você já está familiarizado com esta janela. Clique em Criar Novo Estilo. Dê o
nome para o estilo como “Seção Primária”. Depois, estabeleça toda a formatação de fonte e
parágrafo para este estilo, obedecendo a padronização que definimos acima.
Faça a mesma coisa com os outros estilos. Quando você concluir, verá que os nomes destes
novos estilos irão surgir na caixa de diálogo Estilo no lado direito da tela do Word. Quando
você quiser utilizá-los, basta apenas clicar em cima de um deles e digitar o título. Para voltar a
digitar o texto normal, clique no estilo “Normal” na mesma janela de listagens.


8 PAGINAÇÃO                                               
    .
As páginas do seu trabalho acadêmico devem ser numeradas segundo a  NBR 14724. Esta
numeração inicia-se na folha de rosto que, assim como outros elementos pré-textuais, são
contados, mas não numerados. A numeração aparece na parte textual, em algarismos arábicos mantendo-se a sequência numérica nas folhas pós-textuais do trabalho, a despeito do número de volumes.
A regra estabelece que os números sejam identificados  no canto direito superior da folha, a 2
cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm  da margem direita. Para produções
com mais de um volume, a numeração deve ser seqüencial, até os elementos pós-textuais do
trabalho.
Para você fazer esta configuração da margem onde o número deve aparecer, siga os seguintes  procedimentos.
1. Vá até o menu Arquivo e em seguida, Configurar página...
2. Na guia Layout, aumente a distância do cabeçalho para 2 cm.
3. Em seguida, clique em OK para finalizar.






8.1 INSERINDO A PAGINAÇÃO                                                . 

Para inserir o número da página, desde o início do seu trabalho você deve separar as mesmas
por  quebra de seção. As quebras de seção servem para você separar os elementos de seu
trabalho como capa da folha de rosto, do sumário, da folha de aprovação e, inclusive,
capítulos. Muitas vezes, capítulos acabam terminando na metade de uma página. É errado
você utilizar a tecla “Enter” para criar uma nova página e continuar o texto. Em vez disso,
utilizaremos a quebra de seção. Com isso, podemos ocultar o número da página que não pode ser exibido, mas que deve ser contado na sequência, de acordo com a norma NBR 14724.
Para inserir a quebra de seção:
1. Coloque o curso que pisca, o de digitação, na última palavra da página que você deseja
separar.
2. Clique no menu Inserir;
3. Clique na opção Quebra;
4. Na janela da Quebra, marque a opção Próxima página;


Depois de criarmos a quebra de seção, iremos inserir o número da página. Se você estiver em uma seção de seu trabalho que não deve aparecer na mesma, então simplesmente você terá que desmarcar uma opção na janela de numeração de página. Vejamos como isso acontece: 

8.1.1 Para inserir números de página: 
1. Clique na página onde você deseja contar a numeração, mas que não aparece o 
número. 
2. Clique no menu Inserir; 
3. Clique na opção Numeros de página...; 
4. No item Posição da janela, escolha a opção “Início da página (cabeçalho)”; 
5. No alinhamento, escolha a opção “Direita”; 
6. E, caso não queira que o número apareça na página,  desmarque a opção “Mostrar 
número na primeira página”. 

9 SIGLAS  

A utilização de siglas deve ser feita de forma que  o leitor saiba seu significado no texto. 
Quando usada pela primeira vez, o nome completo precede a sigla, que é colocada entre 
parênteses. Por exemplo: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

10-  O USO DE ILUSTRAÇÕES  
                                             . 
As ilustrações são entendidas como gráficos, desenhos, mapas, fotografias, lâminas, quadros,
plantas, retratos, organogramas, fluxogramas, esquemas ou outros elementos autônomos e
demonstrativos de síntese, necessárias à complementação e melhor visualização do texto.
Segundo a norma brasileira, toda a ilustração deve  ser identificada no texto com uma
respectiva legenda.
A legenda das ilustrações deve ficar localizada na parte inferior da mesma. Sua característica
é designar a palavra referente à ilustração com um  número seqüencial progressivo arábico,
por exemplo, Foto 1.

As ilustrações devem aparecer o mais perto possível do texto ao qual ela faz referência e deve
ser destacada com dois espaços simples antes e depois do texto principal.


No Word, trabalha-se com ilustrações da seguinte maneira:      . 
                                       
1. Clique no menu Inserir.
2. Em seguida Imagem do arquivo.
3. Escolha a ilustração e dê um OK.
4. Clique na ilustração que você inseriu no trabalho.
5. Vá até o menu Inserir novamente e clique em Referências.
6. Depois em Legenda.
7. Crie o nome da legenda e depois clique em OK para concluir.
Você verá que uma legenda foi inserida em sua ilustração.


11 TABELAS                                                           .
  
Para a confecção e apresentação de tabelas nos trabalhos acadêmicos, a ABNT estabelece a
utilização dos padrões adotados pelo IBGE: toda tabela deve ter significado próprio,
dispensando consultas ao texto e estar o mais próximo possível do trecho a que se refere:
1. O título deve ser precedido pela palavra Tabela, seu número de ordem em algarismos
arábicos e hífen.
2. As tabelas podem ser numeradas consecutivamente por capítulo ou no documento
como  um  todo.  Quando a numeração for  feita  por capítulo,  o  número  de  ordem
deve  ser  precedido  do  número  do capítulo e um ponto.
3. A tabela deve ser colocada preferencialmente em posição vertical, facilitando  a
leitura  dos  dados.  Caso não haja espaço suficiente, deve ser colocada em posição
horizontal com o título voltado para a margem esquerda da folha.
4. As fontes consultadas para a construção da tabela e outras  notas devem ser colocadas
após o traço inferior. 

12 FORMATAÇÃO DOS TÍTULOS, SUBTÍTULOS

12.1 TÍTULOS

Letras maiúsculas e negritado.

12.2  SUBTÍTULOS

Letra maiúsculas sem negrito

12.3 DIVISÃO DE SUBTÍTULOS

Palavras iniciando com maiúscula e negritado.

Exemplo:
Agricultura familiar

1 CULTIVO DO MILHO
1.1 TIPOS DE SEMENTES CULTIVADAS
1.1.1 Comum
1.1.2 Transgênico
1.2 TIPOS DE ADUBOS

2 CULTIVO DO FEIJÃO
2.1 TIPOS DE SEMENTES
2.1.1 Comum
2.1.2 Transgênico
2.2 tipos de adubos

Fonte: www.bu.ufsc.br nomas da ABNTNBR 10520/2002NBR 14724/2011 e demais bibliografia citadas acima.


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