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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

COMO MONTAR UM PLANO DE EMERGÊNCIA CONTRA INCÊNCIO

Incêndios, explosões, vazamento de produtos químicos inflamáveis e altamente tóxicos são
SW AMBIENTAL
uma constante na rotina de algumas empresas. No mundo atual, as enchentes e as inundações durante todo o período chuvoso costumam castigar impiedosamente as grandes cidades do Brasil. Esses eventos causam enormes prejuízos financeiros às operações das empresas, acarretam grande aborrecimento para os clientes e constituem um fator extremamente negativo para o setor privado devido à falta de planejamento e a omissão do setor público. 

“é um dever do Gestor de Segurança visualizar esses problemas e, de forma sensata e proativa, iniciar um trabalho de formiguinha para conscientizar a alta gestão que é necessário e vital ter um Plano de Emergência”

Diante desta situação, é um dever do Gestor de Segurança visualizar esses problemas e, de forma sensata e proativa, iniciar um trabalho de “formiguinha” para conscientizar a alta gestão que é necessário e vital ter um Plano de Emergência objetivando saber:
  • O que fazer?
  • Quando fazer?
  • Como fazer?
E o mais importante: Quais os recursos humanos e materiais, além dos recursos financeiros, podem ser canalizados para sanar uma situação de emergência sem paralisar as principais operações da sua empresa?
Dentro desta ótica, o presente artigo ressalta os principais motivos que justificam a implementação de um Plano de Emergência para as empresas, seja de pequeno, médio ou grande porte, independente do ramo de atuação, como forma de fazer a diferença numa situação crítica.

2. DESENVOLVIMENTO

2.1.  Plano de Emergência – Visão conceitual
De acordo com a ABNT NBR 9441/94 um Plano de Emergência pode definir-se como a sistematização de um conjunto de normas e regras de procedimentos, destinadas a minimizar os efeitos das catástrofes que se prevê e que podem se materializar em determinadas áreas, cessando a ameaça, empregando os recursos disponíveis de forma otimizada.
Assim, um Plano de Emergência constitui um instrumento simultaneamente preventivo e reativo de gestão operacional, uma vez que, ao identificar os riscos existentes dentro e fora de uma organização (fatores endógenos e exógenos), define atribuições específicas e estabelece os meios organizacionais, humanos e materiais necessários para fazer face ao acidente de ordem natural (enchentes, alagamento, terremoto, chuva de granitos, entre outros) ou provocado de forma negligente, imprudente ou por imperícia do ser humano (vazamento de produtos químicos em via pública, incêndios provenientes de pane na rede elétrica, explosões etc.).

2.2. Vantagens de um Plano de Emergência

Um Plano de Emergência bem elaborado proporciona:

  • Rápida intervenção por parte do Gestor/Administrador que cuida dessa área específica para realizar a contenção da emergência que se materializou de forma inesperada;
  • Racionalização e canalização dos esforços para os setores mais importantes, não deixando que o negócio (core business) da organização fique paralisado;
  • Tentar minimizar a extensão dos danos causados pelos riscos identificados dentro e fora da organização / empresa, impedindo que estes danos se alastrem e venham a prejudicar outras empresas nas áreas adjacentes;
  • A preservação, acima de tudo, de vidas humanas.


2.3. Razões para a elaboração de um Plano de Prevenção

  • Identificar os riscos que o empreendimento está exposto e que, a qualquer momento, pode se materializar dentro da empresa;
  • Estabelecer os prováveis cenários de acidentes para os riscos identificados;
  • Define princípios, normas e regras de atuações gerais face aos cenários identificados;
  • Organiza os meios (humanos, materiais e financeiros) que podem ser disponibilizados para uma situação crítica e prevê missões que competem a cada um dos grupos intervenientes envolvidos no Plano de Emergência;
  • Permite desencadear ações oportunas, rápidas e precisas que se destinam a minimizar as consequências do sinistro;
  • Evita confusões, erros, atropelos e a duplicação de atuações;
  • Prevê e organiza antecipadamente o plano de abandono e de contingência;
  • Permite rotinas e procedimentos, os quais poderão ser testados, através de exercícios de simulação.

2.4. Características do Plano de Emergência
Um Plano de Emergência tem algumas características básicas das quais podemos citar:
  • SIMPLICIDADE – Ao ser elaborado de forma simples e concisa, será bem compreendido, evitando confusões e erros por parte dos executantes;
  • FLEXIBILIDADE – Qualquer planejamento (estratégico, tático ou operacional) não pode ser rígido (inflexível). O planejamento deve permitir uma flexibilidade e adaptação às situações não coincidentes com os cenários inicialmente previsto
  • DINAMISMO – Deve ser atualizado constantemente em função da migração dos riscos para outros ambientes/locais identificados na análise de riscos;
  • ADEQUAÇÃO – Deve estar adequado à realidade da empresa e aos meios disponibilizados pela mesma;
  • PRECISÃO – Deve ser claro na atribuição de responsabilidades, por isso se realiza o treinamento periódico para identificar e corrigir as possíveis falhas existentes durante a execução (Ciclo PDCA).2.4. Objetivos do Plano de Emergência
Os objetivos da implantação do Plano são:

  • Dotar o empreendimento (escolas, creches, faculdades, empresa, condomínios verticais e horizontais, laboratórios, centro de pesquisas, parques de armazenamento de cargas e de produtos inflamáveis, transportadoras de cargas etc.) de um nível de segurança eficaz e eficiente;
  • Tentar limitar as conseqüências de um acidente ao espaço físico da empresa, através das barreiras de contenção criadas;
  • Sensibilizar para a necessidade de conhecer e praticar os “procedimentos de auto-proteção”, por parte de todos os colaboradores de uma determinada empresa, em caso de acidente. Afinal de contas, só pode proteger alguém se você estiver protegido;
  • Co-responsabilizar toda a população fixa do local, no cumprimento das normas de segurança;
  • Preparar e organizar os meios humanos, organizacionais e materiais existentes para garantir e salvaguardar as pessoas e os bens (tangíveis e intangíveis), em caso de ocorrência de uma situação perigosa.
2.5. Metas a serem alcançadas pelo Plano de Emergência

  • Envolvimento de todos os setores da empresa (Recursos Humanos, Logística, SESMT, Financeiro, Estratégico, Segurança do Trabalho, Depto. de Segurança Patrimonial, entre outros);
  • Conhecimento real e pormenorizado das condições de segurança (compra e utilização de Equipamentos de Proteção Individual – EPI, o que prever a (NR 6) Norma Regulamentadora nº 06 do Ministério do Trabalho e Emprego);
  • Eficácia e eficiência durante o planejamento, realizando as devidas correções quando necessário, certificando-se através das verificações (check-list), e através da ação realizando o treinamento (PDCA). Esta é a responsabilidade do responsável pela elaboração do Plano de Emergência do empreendimento;
  • Identificação de todas as carências e situações e disfunções detectadas;
  • Organização centrada e exata de todos os recursos humanos e materiais, tendo em vista a rápida atuação das equipes em uma situação de emergência para maximização das possibilidades de resposta e contenção do problema logo na primeira intervenção;
  • Facilitar o desencadeamento do Plano de Abandono de Área das instalações prediais se a situação exigir;
  • Facilitar a elaboração do Plano de Contingência.
2.6. Etapas para a elaboração do Plano de Emergência

A elaboração de um plano de emergência deve incluir estudos prévios minuciosos (APE – Analise Preliminar de Risco) que, em conjunto com a estrutura interna de segurança já existente no local, constituem etapas sistematizadas de contenção dos riscos identificados, em qualquer situação de emergência. Para isso é importante:
  • Mapear todo o espaço existente das instalações prediais, identificando os pontos críticos e vulneráveis dentro da empresa;
  • Identificar os riscos na área interna com base no Mapa de Riscos Ambiental previamente elaborado pelo setor de segurança do trabalho, conforme estabelece a NR 05 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA);
  • Repassar para o departamento de Recursos Humanos a necessidade de capacitar os colaboradores (Cursos: Atendimento Pré Hospitalar, Brigada de Incêndio, Curso de Bombeiro Civil entre outros);
  • Levantar os meios e recursos existentes;
  • Promover a continuidade na elaboração do Plano de Abandono de Área;
  • Promover a continuidade na elaboração do Plano de Contingência.

3. CONCLUSÃO


É importante frisar que o Gestor / Administrador é uma peça fundamental do processo. Assim, ao realizar uma Análise de Risco do empreendimento para posterior elaboração de um Plano de Emergência ou mesmo um simples Plano de Ação, estar atento aos mínimos detalhes, ter um olhar diferenciado para identificação destes riscos, neste caso o trabalho em conjunto com os setores de Segurança do Trabalho, é um requisito fundamental para o sucesso do Plano de Emergência. Desta forma, a união faz a força e o planejamento preventivo faz a diferença.

domingo, 20 de dezembro de 2015

ORDEM DE SERVIÇO - DEFINIÇÃO E MODELO



MODELOA Ordem de Serviço é um instrumento de extrema na importância em toda gestão de Segurança do Trabalho na empresa que serve para conscientizar o trabalhador dos riscos do ambiente de trabalho, como também para mostrar as medidas adotadas pela empresa em favor da segurança do trabalhador além de ser importante também pelo fator “documentação”. Nela o funcionário se compromete a trabalhar de forma segura. É geralmente, o primeiro contato da segurança do trabalho com o trabalhador recém contratado.
Segundo o Capítulo V da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) Artigo 157 Item II – Mostra que cabe às empresas: 
       Instruir os empregados, através de ordens de serviços quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais; 
       Como podemos ver a lei é bem clara quando se trata de Ordem de Serviço. É um mandamento, uma ordem, portanto, deve ser bem elaborada para que seja eficiente.
       A OS deve ser o primeiro contato de Segurança do Trabalho, oferecido pela empresa ao empregado. Ela também pode agregar outras normas internas da empresa, ficando assim, até mais completa.
       Sugere-se que seja entregue no ato da contração do funcionário, e que seja assinada pela e empresa e funcionário. Assim ficará como um termo de conhecimento das normas a serem seguidas, e assim, o funcionário não poderá alegar que não sabia ou não conhecia as normas.
       Não basta fornecer a Ordem de Serviço temos que explicar para o trabalhador o que ele é, o que ele está assinando.
        E mostrar os riscos descritos na Ordem de Serviço, bem como, as medidas de segurança que deverão ser adotadas por ele.
Como montar um ordem de serviço
       Como montar uma Ordem de Serviço que atenda os parâmetros legais, e as necessidades internas organizacionais da empresa?
       Uma Ordem de Serviço, bem elaborada tem que contar no mínimo com os seguintes itens:
  1. FUNÇÃO;
  2. NOME (Do funcionário);
  3. REVISÃO;
  4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS;
  5. RISCO DA OPERAÇÃO;
  6. EPI’S – USO OBRIGATÓRIO;
  7. MEDIDAS PREVENTIVAS;
  8. TREINAMENTO(S) NECESSÁRIO(S);
  9. PROCEDIMENTO EM CASO DE ACIDENTE DE TRABALHO;
  10. TERMO DE RESPONSABILIDADE;
  11. ASSINATURAS;
  12. DATA (de emissão);  

ØFUNÇÃO

Serve para documentar para qual função está sendo elaborada a Ordem de Serviço.
       Observação: As Ordens de Serviços devem ser feitas por função para melhor mapeamento dos riscos, melhor fator de conscientização do funcionário e melhor documentação.

      Ø  NOME (Do funcionário)

       Esse campo é indispensável por muitas pessoas tem a escrita ruim, e se for deixar somente na assinatura podemos nunca saber que assinou, a não ser se formos perguntar para os funcionários um por um.

Ø  REVISÃO

       Serve para acompanhar qual a versão atual da Ordem de Serviço. 
       As vezes a empresa faz tantas alterações que até perde o controle da versão. E por isso ter um campo para determinar a versão se faz muito importante.  

Ø  ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

       Descrição das atividades desenvolvidas diariamente pelo colaborador.
       Pode detalhar bem esse item, pois com base nas atividades realizadas pelo trabalhador é que mensuramos quais medidas preventivas são necessárias para garantir a sua segurança.

Ø  RISCO DA OPERAÇÃO

       O risco ao qual o trabalhador está exposto. Lembrar que Ordem de Serviço não é PPRA, e sendo assim, o risco de acidente e até ergonômico podem entrar nesse item.

Ø  EPI’S – USO OBRIGATÓRIO

       Os EPIs usados durante a jornada de trabalho. Nesse campo coloque tanto os obrigatórios, quanto os de uso eventual. 
Ø  MEDIDAS PREVENTIVAS
       Normas de Segurança do Trabalho adotadas pela empresa, e que devem ser observadas pelo funcionário.
       Esse é o campo mais importante para dar vida a Ordem de Serviço.
       Todas as normas devem estar descritas nesse campo, é importante usar linguagem de fácil entendimentos a todos os envolvidos.
       Nesse campo podemos até colocar normas administrativas da empresa. Exemplo: Bater ponto no horário, etc.  

Ø  TREINAMENTO(S) NECESSÁRIO(S)

       Nessa parte da OS deve-se destacar os treinamentos que podem ser relevantes para a segurança de trabalho.
       O treinamento necessário varia bastante com a função que o trabalhador exerce na empresa. Por exemplo, se é Operador de Empilhadeira, tem que constar o curso de Operador de Empilhadeira. 
       Tem vários outros cursos, exemplos, treinamento de brigada de incêndio, treinamento de como transportar uma carga de forma segura… 

Ø  PROCEDIMENTO EM CASO DE ACIDENTE DE TRABALHO

       Todos os procedimentos adotados em caso de acidente de trabalho devem ser listados de forma clara e objetiva nesse item. 

Ø  TERMO DE RESPONSABILIDADE

       É a parte onde o colaborador registra que está ciente das normas e procedimentos que devem ser adotados para o bom andamento do trabalho. É um item que deve ser curto e objetivo. É importante usar embasamento legal.

Ø  ASSINATURAS

       Do empregado e de quem está aplicando a OS, pode ser um Técnico em Segurança do TRABALHO, ou o pessoal dos Recursos Humanos.

Ø  DATA (de emissão)

       Serve para documentar quando foi emitida a Ordem de Serviço.

       Fazendo assim, a sua OS se torna uma ferramenta de trabalho poderosa! 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

RESENHA - COMO FAZER

ÍNDICE                                               VÍDEOS                                              INSCRIÇÕE

1. DEFINIÇÕES
1.1 RESENHA RESUMO


      É um texto que se limita a resumir o conteúdo de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma peça de teatro ou de um espetáculo, sem qualquer crítica ou julgamento de valor. Trata-se de um texto informativo, pois o objetivo principal é informar o leitor. A resenha, por ser em geral um resumo crítico, exige que o resenhista seja alguém com conhecimentos na área, uma vez que avalia a obra, julgando-a criticamente.


1.2 RESENHA CRÍTICA

      É um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica.


2 OBJETIVO DA RESENHA

     O objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural - livros, filmes peças de teatro, etc. Por isso a resenha é um texto de caráter efêmero, pois "envelhece" rapidamente, muito mais que outros textos de natureza opinativa. A resenha é, em geral, veiculada por jornais e revistas.

3 COMO ELABORAR

     A extensão do texto-resenha depende do espaço que o veículo reserva para esse tipo de texto. Observe-se que, em geral, não se trata de um texto longo, "um resumão" como normalmente feito nos cursos superiores ... Para melhor compreender este item, basta ler resenhas veiculadas por boas revistas.

3.1 PARTES DA RESENHA

Devem constar:
  • O título
  • A referência bibliográfica da obra
  • Alguns dados bibliográficos do autor da obra resenhada
  • O resumo, ou síntese do conteúdo
  • A avaliação crítica

3.1.1 O título da resenha

     O texto-resenha, como todo texto, tem título, e pode ter subtítulo, conforme os exemplos, a seguir:
    Título da resenha: Astro e vilão
    Subtítulo: Perfil com toda a loucura de Michael Jackson
    Livro: Michael Jackson: uma Bibliografia não Autorizada (Christopher Andersen) - Veja, 4 de outubro, 1995

    Título da resenha: Com os olhos abertos
    Livro: Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) - Veja, 25 de outubro, 1995

    Título da resenha: Estadista de mitra
    Livro: João Paulo II - Bibliografia (Tad Szulc) - Veja, 13 de março, 1996

3.1.2 A referência bibliográfica do objeto resenhado

     Constam da referência bibliográfica:
  • Nome do autor
  • Título da obra
  • Nome da editora
  • Data da publicação
  • Lugar da publicação
  • Número de páginas
  • Preço
Obs.: Às vezes não consta o lugar da publicação, o número de páginas e/ou o preço.

Os dados da referência bibliográfica podem constar destacados do texto, num "box" ou caixa.

Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, o novo livro do escritor português José Saramago (Companhia das Letras; 310 páginas; 20 reais), é um romance metafórico (...) (Veja, 25 de outubro, 1995).

3.1.3 O resumo do objeto resenhado

     O resumo que consta numa resenha apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral.

     Pode-se resumir agrupando num ou vários blocos os fatos ou idéias do objeto resenhado.

     Veja exemplo do resumo feito de "Língua e liberdade: uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (Celso Luft), na resenha intitulada "Um gramático contra a gramática", escrita por Gilberto Scarton.

     "Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate, intencionalmente, sempre na mesma tecla - uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas de língua e gramática, a obsessão gramaticalista, a inutilidade do ensino da teoria gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo, o esquecimento a que se relega a prática lingüística, a postura prescritiva, purista e alienada - tão comum nas "aulas de português".

     O velho pesquisador apaixonado pelos problemas de língua, teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial; gramática tradicional e lingüística;o relativismo e o absolutismo gramatical; o saber dos falantes e o saber dos gramáticos, dos lingüistas, dos professores; o ensino útil, do ensino inútil; o essencial, do irrelevante".


     Pode-se também resumir de acordo com a ordem dos fatos, das partes e dos capítulos.

     Veja o exemplo da resenha "Receitas para manter o coração em forma" (Zero Hora, 26 de agosto, 1996), sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável", produzido pela LDA Editora, com o apoio da Beal.
Receitas para manter o coração em forma


     "Na apresentação, textos curtos definem os diferentes tipos de gordura e suas formas de atuação no organismo. Na introdução os médicos explicam numa linguagem perfeitamente compreensível o que é preciso fazer (e evitar) para manter o coração saudável.

     As receitas de Cozinha do Coração Saudável vêm distribuídas em desjejum e lanches, entradas, saladas e sopas; pratos principais; acompanhamentos; molhos e sobremesas. Bolinhos de aveia e passas, empadinhas de queijo, torta de ricota, suflê de queijo, salpicão de frango, sopa fria de cenoura e laranja, risoto com açafrão, bolo de batata, alcatra ao molho frio, purê de mandioquinha, torta fria de frango, crepe de laranja e pêras ao vinho tinto são algumas das iguarias".

3.1.3.1  Como inicia-se uma resenha

     Pode-se começar uma resenha citando-se imediatamente a obra a ser resenhada. Veja os exemplos:

     "Língua e liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (L&PM, 1995, 112 páginas), do gramático Celso Pedro Luft, traz um conjunto de idéias que subvertem a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veementemente, o ensino da gramática em sala de aula.
     Mais um exemplo:

     "Michael Jackson: uma Bibliografia Não Autorizada (Record: tradução de Alves Calado; 540 páginas, 29,90 reais), que chega às livrarias nesta semana, é o melhor perfil de astro mais popular do mundo". (Veja, 4 de outubro, 1995).
    Outra maneira bastante freqüente de iniciar uma resenha é escrever um ou dois parágrafos relacionados com o conteúdo da obra.

     Observe o exemplo da resenha sobre o livro "História dos Jovens" (Giovanni Levi e Jean-Claude Schmitt), escrita por Hilário Franco Júnior (Folha de São Paulo, 12 de julho, 1996).
O que é ser jovem

Hilário Franco Júnior

     Há poucas semanas, gerou polêmica a decisão do Supremo Tribunal Federal que inocentava um acusado de manter relações sexuais com uma menor de 12 anos. A argumentação do magistrado, apoiada por parte da opinião pública, foi que "hoje em dia não há menina de 12 anos, mas mulher de 12 anos".

     Outra parcela da sociedade, por sua vez, considerou tal veredito como a aceitação de "novidades imorais de nossa época". Alguns dias depois, as opiniões foram novamente divididas diante da estatística publicada pela Organização Mundial do Trabalho, segundo a qual 73 milhões de menores entre 10 e 14 anos de idade trabalham em todo o mundo. Para alguns isso é uma violência, para outros um fato normal em certos quadros sócio-econômico-culturais.

     Essas e outras discussões muito atuais sobre a população jovem só podem pretender orientar comportamentos e transformar a legislação se contextualizadas, relativizadas. Enfim, se historicizadas. E para isso a "História dos Jovens" - organizada por dois importantes historiadores, o modernista italiano Giovanno Levi, da Universidade de Veneza, e o medievalista francês Jean-Claude Schmitt, da École des Hautes Études em Sciences Sociales - traz elementos interessantes.


     Observe igualmente o exemplo a seguir - resenha sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável", LDA Editores, 144 páginas (Zero Hora, 23 de agosto, 1996).
Receitas para manter o coração em forma

Entre os que se preocupam com o controle de peso e buscam uma alimentação saudável são poucos os que ainda associam estes ideais a uma vida de privações e a uma dieta insossa. Os adeptos da alimentação de baixos teores já sabem que substituições de ingredientes tradicionais por similares light garantem o corte de calorias, açúcar e gordura com a preservação (em muitos casos total) do sabor. Comprar tudo pronto no supermercado ou em lojas especializadas é barbada. A coisa complica na hora de ir para a cozinha e acertar o ponto de uma massa de panqueca,crepe ou bolo sem usar ovo. Ou fazer uma polentinha crocante, bolinhos de arroz e croquetes sem apelar para a frigideira cheia de óleo. O livro Cozinha do Coração Saudável apresenta 110 saborosas soluções para esses problemas. Produzido pela LDA Editora com apoio da Becel, Cozinha do Coração saudável traz receitas compiladas por Solange Patrício e Marco Rossi, sob orientação e supervisão dos cardiologistas Tânia Martinez, pesquisadora e professora da Escola Paulista de Medicina, e José Ernesto dos Santos, presidente do departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia e professor da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Os pratos foram testados por nutricionistas da Cozinha Experimental Van Den Bergh Alimentos.


     Há, evidentemente, numerosas outras maneiras de se iniciar um texto-resenha. A leitura (inteligente) desse tipo de texto poderá aumentar o leque de opções para iniciar uma recensão crítica de maneira criativa e cativante, que leva o leitor a interessar-se pela leitura.


3.1.4 A crítica

     A resenha crítica não deve ser vista ou elaborada mediante um resumo a que se acrescenta, ao final, uma avaliação ou crítica. A postura crítica deve estr presente desde a primeira linha, resultando num texto em que o resumo e a voz crítica do resenhista se interpenetram.

     O tom da crítica poderá ser moderado, respeitoso, agressivo, etc.

     Deve ser lembrado que os resenhistas - como os críticos em geral - também se tornam objetos de críticas por parte dos "criticados" (diretores de cinema, escritores, etc.), que revidam os ataques qualificando os "detratores da obra" de "ignorantes" (não compreenderam a obra) e de "impulsionados pela má-fé".

quarta-feira, 5 de junho de 2013

MAPA DE RISCOS, COMO ELABORAR

  ÍNDICE                                              VÍDEOS                                                  INSCRIÇÕES
cursos 24 horas

RESUMO DA NR 5 SOBRE CIPA VEJA AQUI
N.º 25, DE 29 DE DEZEMBRO DE 1994
ANEXO Á PORTARIA N.º 25, DE 29 DE DEZEMBRO DE 1994

ANEXO IV - NR- 5
MAPA DE RISCOS


1. O Mapa de Riscos tem como objetivos:
a) reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa;
b) possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção.
2. Etapas de elaboração:
a) conhecer o processo de trabalho no local analisado:
- os trabalhadores: número, sexo, idade, treinamento profissionais e de segurança e saúde, jornada;

- os instrumentos e materiais de trabalho;

- as atividades exercidas;

- o ambiente.

b) identificar os riscos existentes no local analisado, conforme a classificação da tabela I;

c) identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia:
- medidas de proteção coletiva
- medidas de organização do trabalho

- medidas de proteção individual

- medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários, bebedouro, refeitório, área de lazer.

d) identificar os indicadores de saúde:
- queixas mais freqüentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos;
- acidentes de trabalho ocorridos;

- doenças profissionais diagnosticadas;
e) causas mais freqüentes de ausência ao trabalho.
f) conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local;
g) elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout da empresa, incluindo através de círculo:
h) o grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada na Tabela I;
i) o número de trabalhadores expostos ao risco, o qual deve ser anotado dentro do círculo;
j) a especialização do agente (por exemplo: químico > silica, hexano, ácido clorídrico, ou ergonômico > repetitividade, ritmo excessivo) que deve ser anotada também dentro do círculo;
- A intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve ser representada por tamanhos proporcionalmente diferenciados de círculos.
- Após discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de Riscos, completo ou setorial, deverá ser afixado em cada local analisado, de forma claramente visível e de fácil acesso para os trabalhadores.

3. No caso das empresas da indústria da construção, o Mapa de Riscos do estabelecimento deverá ser realizado por etapa de execução dos serviços, devendo ser revisto sempre que um fato novo e superveniente modificar a situação de riscos estabelecida.
Tabela I (Anexo IV) 

Classificação dos Principais Riscos Ocupacionais em Grupos, de Acordo com sua Natureza 

e a padronização das Cores Correspondentes.



EXEMPLO DE MAPA DE RISCOS

AVALIAÇÃO DOS RISCOS

Após identificado a existência dos risco para a segurança operacional, faz-se necessário analisar o potencial de prejuízos ou danos para o correto preenchimento do mata de riscos, levando em consideração:

  • A probabilidade de que o perigo venha a causar algum acidente, dano ao trabalhador ou evento perigoso;
  • A gravidade das possíveis consequências prejudiciais ou o resultado deste evento perigosos;
  • O índice de exposição aos perigos. A probabilidade de consequências prejudiciais aumenta conforme o tempo de exposição em ambientes inseguros.
Na avaliação devemos considerar a probabilidade com a gravidade e que essa relação poderá resultar em acidentes de trabalho com perdas materiais e pessoais.

PARA AJUDAR A AVALIAÇÃO DOS RISCOS
MAPA DE RISCOS

GRAVIDADE DAS CONSEQUÊNCIAS DO ACIDENTE


MATRIZ DE AVALIAÇÃO





VÍDEOS SOBRE A CIPA E ELABORAÇÃO DE MAPA DE RISCOS
 

















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O Senhor é meu Pastor e nada me faltará.

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

TRABALHO ESCOLAR DENTRO DAS NORMAS DA ABNT

   ÍNDICE                                                VÍDEOS                                                   INSCRIÇÕES
cursos 24 horas

NORMAS ABNT PARA TRABALHOS ESCOLARES

APRESENTAÇÃO 

Para ficar claro, é necessário fazer distinções entre padrões e normas, já que normas da ABNT são constituídas de regras a serem seguidas, objetivando a qualidade em produções científicas, enquanto que nos padrões, são apresentados a título de recomendação modelos de formatações, tendo como base as próprias normas da ABNT, podendo ou não ser utilizada. Tendo em vista, facilitar o entendimento e a execução de trabalhos dentro dos padrões, segue este manual com todos os hítens de acordo com as normas da ABNT.
1 FORMATO DE APRESENTAÇÃO (NBR 14724/2011)

O formato de apresentação do trabalho acadêmico foi alterado com a norma 14.724/2011, permitindo a impressão frente e verso e com espaçamentos menores, contribuindo assim com o meio ambiente. 

1.1 PAPEL E FONTE

- Formato A4 (21,0 x 29,7 cm)
- Texto cor preta
- Ilustração pode ser colorida
- Fonte tamanho 12 para o texto
- Fonte tamanho 10 para citação longa, nota de rodapé, legenda e paginação;
- Fontes (Times New Roman ou Arial
- Margens: superior 3cm, inferior 2cm, esquerda 3cm, direita 2cm;
- Parágrafo com recuo de 2cm;
- Citação longa (+ 3 linhas) com recuo de 4 cm;

1.2 ESPAÇO E ENTRE LINHAS

- Espaço 1,5 - todo o texto;
- Dois espaços de 1,5 - separando cada título e subtítulos do texto que os precede e os que sucedem;
- Espaço simples para - citação longa, nota de rodapé, referências, legendas.
-  Dois espaço simples - entre uma referência e outra

1.3 PAGINAÇÃO

As folhas do trabalho devem ser numeradas sequencialmente, em algarismos arábicos. A contagem será feita a partir da folha de rosto. A numeração, no entanto, deve aparecer somente a partir da primeira folha textual (introdução) e sendo consecutiva até o final do trabalho.
De acordo com a NBR 14724 o número da página deve aparecer no canto superior direito da folha, a 2cm da borda superior.

2 – ESTRUTURA

A estrutura de um trabalho, de acordo com a
ABNT/NBR-14724, compreende três elementos:
* Pré – textuais,
* Textuais
* Pós textuais.

2.1 Elementos pré – textuais

Capa, folha de rosto, dedicatória (opcional),
agradecimentos (opcional), epígrafe (opcional), resumo na língua vernácula (português), sumário.

Elementos textuais:
Introdução, desenvolvimento, conclusão.
Elementos pós textuais:
Referências 

2.1.1 Capa (obrigatório)

Deve apresentar as seguintes informações:
• Nome da instituição - corpo de texto, tamanho 12 (Maiúscula).
• Nome do autor - corpo de texto, tamanho 14 (Maiúscula). 15
• Título – corpo de texto, tamanho 14 (Maiúscula); subtítulo (se houver) em letras
minúsculas, com exceção da primeira letra de nomes  próprios e outros segundo as
regras da gramática - corpo de texto, tamanho 14.
• Local (cidade) e ano de defesa - corpo de texto, 12.


Para a confecção da capa recomenda-se a seguinte padronização:





2.1.2  Folha de rosto

2.1.2.1 Nome do aluno

Centralizado, em negrito,em letras maiúsculas, Times ou Arial 14, a 1 “enter” da margem superior da página;

2.1.2.2 Título e Subtítulo

Centralizado e em negrito, grafado próximo ao meio da página. O título deve ser em letras maiúsculas e o subtítulo em letras minúsculas com a inicial maiúsculas Times ou Arial 14 ou maior;

.2.1.2.3 Natureza
Apresenta a finalidade do trabalho. Deve ser grafado a 2 espaços duplos do título, Times ou Arial 12 e sem destaque, recuada a partir do centro da página para a direita e com espaçamento simples entre linhas.

Exemplo:
Trabalho apresentado para avaliação interdisciplinar
do “ Projeto Saúde Pública” do curso regular do ensino médio
da E. E. Celso Machado.
Professores Orientadores: (citar o nome dos dois padrinhos da turma)




2.1.3 Dedicatória (opcional) 
Página onde o autor presta homenagem a uma ou mais pessoas.

Formatação:
- Tipo de letras Times ou Arial
- Tamanho de letras 12
- Texto recuado a direita e bem rente a parte inferior da folha


2.1.4 Agradecimento (opcional) 
Agradecimentos a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do trabalho.
O título “AGRADECIMENTOS” deverá ser centralizado no alto da página, com letras em caixa alta e negrito.
Formatação do título:
- Tipo de letras Times ou Arial
- Estilo de letras Caixa alta, negrito
- Tamanho de letras 12
- Alinhamento Centralizado
Formatação do texto:
- Tipo de letras Times ou Arial
- Tamanho de letras 12               
- Espaçamento 1,5 cm
- Parágrafo 1,25
- Alinhamento Justificado



2.1.5  Epígrafe (opcional)                                 


Pensamentos retirados de um livro, uma música, um poema, normalmente relacionados ao tema do trabalho.
Deve ser elaborada conforme norma NBR 10520/2002
Apresentação de citações em documentos.
Se desejar, a epígrafe pode ser grafada em itálico.

Formatação:
- Tipo de letras Times ou Arial
- Tamanho de letras 10
- Espaçamento Simples
- Alinhamento Recuada a 4 cm
- As epígrafes podem ser colocadas também nas folhas de abertura de cada seção primária.


2.1. 6  Resumo em português 
Apresentação concisa dos pontos relevantes do texto. Deve ressaltar o objetivo, o método, resultados e conclusões do trabalho.
Deve-se utilizar o verbo na voz ativa ou terceira pessoa do singular.

O título “RESUMO” deverá ser centralizado no alto da página, com letras em caixa alta e negrito.

Formatação do título:
- Tipo de letras Times ou Arial
- Estilo de letras Caixa alta, negrito
- Tamanho de letras 12
- Alinhamento centralizado.

Formatação do texto:
- Tipo de letras Times ou Arial
- Tamanho de letras 12
- Texto Parágrafo único
- Extensão 150 a 500 palavras
- Espaçamento 1,5 cm
Ao final do resumo deve-se elaborar PALAVRAS- CHAVE representativas do conteúdo do trabalho, separadas entre si por um ponto.

2.1.7 Sumário (obrigratório)                                 .                                             


Sumário (elemento obrigatório) (NBR 6027/2003)
Listagem das seções textuais e pós-textuais que compõem o trabalho, e sua respectiva localização (página).
Incluir no sumário:
Elementos textuaisIntrodução, Desenvolvimento e Conclusão, Com numeração progressiva.
Elementos pós-textuais: Referências (obrigatório), Apêndices (opcional), Anexos (opcional) e Glossário(opcional), Sem numeração.
Todas as seções textuais são numeradas (Introdução, Desenvolvimento e Conclusão).
Os elementos pós-textuais não são numerados (referências, apêndices, anexos e glossário). 



2.2  ELEMENTOS TEXTUAIS  
Núcleo do  trabalho  em  que  é  exposta  a  matéria resultante do processo de investigação,   
os elementos textuais são constituídos de  três  partes  fundamentais: introdução, desenvolvimento e conclusão (NBR 1427,  2005, p. 6), intimamente relacionadas como partes 
de uma estrutura lógica e harmoniosa.

2.2.1  Introdução
Parte inicial do  texto,  na  qual  devem constar   a delimitação  do  assunto  tratado,  a 
problematização,  objetivos  da  pesquisa  e  outros  elementos  necessários  para situar o tema do trabalho (NBR 1424, 2005,  p. 6).  

2.2.2  Desenvolvimento 
                                    
Parte  principal  do  texto que  contém  a  exposição  ordenada  e  pormenorizada  do assunto.
Divide-se em seções e subseções que variam em função da abordagem do tema e do método
(NBR 14724, 2005, p. 6).


2.2.3 Conclusão                               

Parte final do texto,  na  qual  se apresentam  as conclusões  correspondentes  aos objetivos
ou  hipóteses.  É opcional apresentar  os  desdobramentos  relativos  à importância,  síntese,
projeção,  repercussão,  encaminhamento  e  outros (NBR 14724, 2005, p.6).

2.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS                                      . 


2.3.1 Referências (obrigatório)
                                        . 
Referência é o “conjunto padronizado de elementos retirados de um documento, que permite
sua identificação individual” (NBR 14724, 2005, p. 2). Elaborado conforme a NBR 6023,
consiste numa lista ordenada alfabeticamente das obras citadas no texto.
Considerando que são muitas as formas de organização das informações indispensáveis para a identificação de documentos, as quais dependem sobretudo da natureza da fonte de
publicação, seguem  exemplos de alguns casos específicos:

3.  Divisão de texto                                                           .

Os trabalhos acadêmicos são divididos em sua maioria por seções. A NBR 6024 estabelece
alguns requisitos de apresentação que caracterizam a divisão das seções. Estas seções devem ser feitas de maneira clara e precisam expor  numa  sequencia lógica, por ordem de
importância, o inter-relacionamento com o conteúdo, de modo a permitir  a localização
imediata de cada parte do texto.


Segundo a NBR 6024:                                           . 
a) os títulos das partes (seções) em que se divide o trabalho devem ser precedidos de um
indicativo numérico segundo o sistema de numeração progressiva, sempre alinhados à
esquerda, e  começar sempre por um numero inteiro (ex.: 1);
b) devem-se utilizar números arábicos para enumeração das seções/subseções, bem como o
ponto para divisão e consequente subordinação das seções (ex. 1.1);
c) o indicativo de seção precede o título, dele separado por um espaço de um caractere;
d) não deve ser utilizado qualquer sinal (hífen, travessão ou ponto) entre o indicativo
numérico da seção e o seu título.       
e) não se usa ponto final em títulos e subtítulos;
f) a apresentação das seções e subseções (títulos e subtítulos) deve ser diferenciada
tipograficamente utilizando recursos como negrito,  itálico, grifo, caixa alta, versalete,
dentre outros. A escolha é livre, desde que seja padronizada no trabalho todo.
Recomenda-se que os títulos das  seções primárias sejam em maiúsculas. Cada nível de
seção deve seguir sua própria padronização;
g) os títulos sem indicativo numérico (ilustrações, sumário, resumo, referências e outros)
devem ser centralizados na página;
h) todas as seções principais têm que iniciar em folha distinta, mesmo que haja espaço útil
disponível na folha precedente;
i) no Sumário, os títulos das seções e sua enumeração devem estar na mesma ordem e
grafia do corpo do texto;
j) por fim, a norma estabelece limitar o número de seções até a quinária, ou seja, no
máximo cinco vezes (ex. 1.1.1.1.1).

4 Formatação da lista de referências (elemento obrigatório) (NBR 6023/2002)

Referências é o conjunto de elementos que identificam as obras utilizadas na elaboração do trabalho. Todas as obras citadas no trabalho (no corpo do texto, nas fontes de ilustrações e tabelas ou em notas de rodapé) devem compor a listagem das referências.

As referências devem ser apresentadas em uma única ordem alfabética, independentemente do suporte físico (livros, periódicos, publicações eletrônicas ou materiais audiovisuais) alinhadas somente à esquerda, em espaço simples, e espaço simples entre elas.

O título “REFERÊNCIAS” deverá ser centralizado no alto da página, com letras em caixa alta e negrito.

4.1 Formatação do título

- Tipo de letra: arial ou times
- Estilo: Caixa alta, negrito
- Tamanho: 12
- Alinhamento : centralizado

4.2 Formatação do texto:

- Tipo de letra: arial ou times
- Ordenação: ordem alfabética
- Tamanho: 12
- Alinhamento : somente a direita
- Espaçamento: espaço simples e um espaço simples entre uma citação e outra.

4.3 REFERÊNCIAS BLIBLIOGRÁFICAS

4.3.1 Livros
-          Padrão: SOBRENOME DO AUTOR, prenomes. Título: subtítulo. Edição. Local: Editora,ano.

    Exemplos:
-          MARTINS, Gilberto de Andrade. Manual para elaboração de monografias e dissertações. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2000.

-          MARION, J. C. Contabilidade empresarial. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

4.3.2 Enciclopédias e dicionários

-          Padrão: TÍTULO: subtítulo. Edição. Local: Editora, ano.
Exemplo:
MICHAELIS: dicionário prático: inglês-português, português-inglês. 18 ed. São Paulo: Melhoramentos, 1998.

4.3.4 Artigos ou matérias de periódicos

Padrão: SOBRENOME DO(S) AUTOR(ES), Prenome(s). Título do trabalho: subtítulo.
Título do periódico, local, volume, fascículo, página inicial e final do artigo, período e data de publicação.
Exemplo:
MARTINS, Gilberto de Andrade. Abordagens metodológicas em pesquisas na área de Administração. Revista de Administração da USP, São Paulo, v. 32, n.3, p. 5-12, julho/setembro, 1997.

4.3.5 Documentos eletrônicos

Trabalho com indicação de autoria
Padrão: AUTOR, prenomes. Título. Outros dados, data. Disponível em: <www.endereço do site>. Acesso em: dia, mês, ano.
Exemplos:
PAES, Pereira. A permanência de animais nos condomínios. Direitonet. Disponível em <www.direitonet.com.br>. Acesso em: 15 mai 2002.
Sítio institucional
Padrão: INSTITUIÇÃO. Conteúdo do sítio. Título. Outros dados, data. Disponível em: <www.endereço do site>. Acesso em: dia, mês, ano.
Exemplo:
IBGE. Sítio eletrônico da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Relatório da Pesquisa de Domicílios 2005. <www.ibge.gov.br> . Acesso em 15 mar 2005.
 4.4 FIGURANDO O TRABALHO NO EDITOR DE TEXTOS

O editor de texto mais utilizado para a digitação de trabalhos acadêmicos é o Microsoft Word.
Para facilitar a sua aplicação nestas normas de formatação, serão apresentadas algumas
instruções de uso:
Para ajustar o tamanho do Papel e as Margens:
1. Clique no menu Arquivo.
2. Em seguida, clique em Configurar página...
3. Na guia Margens defina o tamanho das margens de acordo com a norma:
•Superior: 3 cm;                                         .
•Esquerda: 3 cm;                                                 .                                     
•Direita: 2 cm;                                                 .
•Inferior: 2 cm;                                                     .                                                           
4. A orientação do Papel deve ser a Retrato;                                                      .
5. Para configurar o tamanho do papel, clique na guia Papel;               .                                        6. Selecione o tamanho A4;                                           .
7. Clique em Ok para finalizar estas configurações.                                       .







6-  ESPACEJAMENTO E TIPOGRAFIA                                                                        . 

A ABNT não especifica o tipo de fonte, contudo costuma-se usar Times New Roman ou Arial.
Sugerimos digitar ou selecionar da lista a fonte  Times New Roman . O tamanho de fonte
recomendado pela ABNT é 12 para o texto,  com espaço entre linhas de 1,5 cm, e tamanho
menor e espaço simples  para citações com mais de três linhas, notas de rodapé, paginação e
legendas de ilustrações e tabelas.
Para facilitar a formatação do texto, o Word utiliza recursos de configuração de estilos que
são instruções previamente definidas que alteram automaticamente as partes de um texto ao
qual são aplicadas pelo usuário.Vejamos a seguir como fazer isso  .


6.1 CONFIGURANDO ESPACEJAMENTO E TIPOGRAFIA                                      
.
No editor de textos MS Word podemos configurar o espacejamento e a tipografia padrão
alterando o modelo de estilo Normal. Vamos modificar o estilo padrão do Word aplicado ao
texto chamado Normal.
1. Clique em Formatar e depois na opção Estilos e formatação;
2. Irá surgir uma caixa de opções no canto direito do programa;
3. Na caixa “Escolher formatação a ser aplicada” localize o estilo Normal.
4. Clique no botão que surge no lado direito do estilo quando você coloca o mouse sobre
o mesmo. Escolha a opção Modificar.
5. Na região de formatação, selecione a fonte Times New Roman, o tamanho do corpo
12, o alinhamento justificado e o espaçamento entre linhas de 1,5 cm.
6. Para finalizar, clique em OK.
7. Depois, selecione os blocos de texto nos quais você queira aplicar a formatação e
selecione o estilo Normal para inserir seu efeito.






6.2. CONFIGURANDO OS PARÁGRAFOS
                                      .
Não existe uma norma específica para padronização dos parágrafos, ficando a critério do
autor estabelecer a padronização desejada. Recomendamos um recuo de 1,5 cm que facilita a
visibilidade do mesmo. Este pode ser configurado na opção “Parágrafo” que fica na parte
inferior à esquerda da janela de Modificação de Estilos. 





6.3 CONFIGURANDO O ESPACEJAMENTO DE CITAÇÕES             .

As citações diretas com mais de três linhas devem aparecer em um bloco separado do texto.
Como vimos, nesses casos o espacejamento entre linhas é simples e o tamanho da fonte  deve ser menor que o do texto normal. Recomendamos o tamanho de fonte 10.

Para configurar o estilo das citações diretas com mais de três linhas siga estes passos:
1. Novamente na caixa de Estilos e formatação, clique no botão Novo Estilo;
2. Nomear o novo estilo como “Citações”;
3. O estilo para parágrafos é “Normal”;
4. Clique no botão “Formatar” e em “Parágrafo”;
5. No recuo, configurar para 4 cm à esquerda e espaçamento entre linha simples.
6. Clique em OK para finalizar;
7. Depois, selecione o bloco de texto desejado e escolha o estilo “Citações” para aplicar
ao texto escolhido. 






7  FORMATO DA DIVISÃO DO TEXTO    
                        .
Para facilitar a formatação final do TCC, transcrevemos a seguir a NBR 14724  (p. 8) sobre o
formato dos títulos e subtítulos (seções e subseções)  conforme a NBR 6024 (ver a descrição
desta norma na   p. 34 deste Manual) .


. Indicativos de seção            
                     .
O indicativo numérico de uma seção precede seu título, alinhado à esquerda, separado por um
espaço de um caractere.                                         .


. Títulos sem indicativo numérico            
                           . 
Os títulos sem indicativo numérico – errata, agradecimentos, lista de ilustrações, lista de
abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumos, sumário, referências, glossário, apêndice(s)
anexo(s) e índice – devem ser centralizados, conforme a ABNT NBR 6024.
  
. Elementos sem título e sem indicativo       
                                            .
Fazem parte desses elementos a folha de aprovação, a dedicatória e a epígrafe.

7.1 CONFIGURANDO OS ESTILOS DE DIVISÃO DO TEXTO    
                     .
Agora, vamos entender como configurar os estilos das nossas seções. Aqui iremos apresentar
um modelo de formatação usado neste manual e que você pode seguir. Primeiro, vamos
definir como será a padronização a ser seguida na formatação das seções primária, secundária
e terciária. Sendo assim, optamos pelos seguintes itens:

Seção Primária: Caixa alta (todas as letras em maiúsculas), fonte tamanho 12, precedido do
indicativo numérico correspondente.

Seção Secundária: Versalete, fonte tamanho 12, precedido do indicativo numérico
correspondente.

Seção Terciária:  Versalete, itálico, fonte tamanho 12, precedido  do indicativo numérico
correspondente.

Para cada seção iremos criar um estilo novo. Com o nosso programa aberto, clique no menu
Formatar e em seguida Estilos e Formatação...
Com certeza você já está familiarizado com esta janela. Clique em Criar Novo Estilo. Dê o
nome para o estilo como “Seção Primária”. Depois, estabeleça toda a formatação de fonte e
parágrafo para este estilo, obedecendo a padronização que definimos acima.
Faça a mesma coisa com os outros estilos. Quando você concluir, verá que os nomes destes
novos estilos irão surgir na caixa de diálogo Estilo no lado direito da tela do Word. Quando
você quiser utilizá-los, basta apenas clicar em cima de um deles e digitar o título. Para voltar a
digitar o texto normal, clique no estilo “Normal” na mesma janela de listagens.


8 PAGINAÇÃO                                               
    .
As páginas do seu trabalho acadêmico devem ser numeradas segundo a  NBR 14724. Esta
numeração inicia-se na folha de rosto que, assim como outros elementos pré-textuais, são
contados, mas não numerados. A numeração aparece na parte textual, em algarismos arábicos mantendo-se a sequência numérica nas folhas pós-textuais do trabalho, a despeito do número de volumes.
A regra estabelece que os números sejam identificados  no canto direito superior da folha, a 2
cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm  da margem direita. Para produções
com mais de um volume, a numeração deve ser seqüencial, até os elementos pós-textuais do
trabalho.
Para você fazer esta configuração da margem onde o número deve aparecer, siga os seguintes  procedimentos.
1. Vá até o menu Arquivo e em seguida, Configurar página...
2. Na guia Layout, aumente a distância do cabeçalho para 2 cm.
3. Em seguida, clique em OK para finalizar.






8.1 INSERINDO A PAGINAÇÃO                                                . 

Para inserir o número da página, desde o início do seu trabalho você deve separar as mesmas
por  quebra de seção. As quebras de seção servem para você separar os elementos de seu
trabalho como capa da folha de rosto, do sumário, da folha de aprovação e, inclusive,
capítulos. Muitas vezes, capítulos acabam terminando na metade de uma página. É errado
você utilizar a tecla “Enter” para criar uma nova página e continuar o texto. Em vez disso,
utilizaremos a quebra de seção. Com isso, podemos ocultar o número da página que não pode ser exibido, mas que deve ser contado na sequência, de acordo com a norma NBR 14724.
Para inserir a quebra de seção:
1. Coloque o curso que pisca, o de digitação, na última palavra da página que você deseja
separar.
2. Clique no menu Inserir;
3. Clique na opção Quebra;
4. Na janela da Quebra, marque a opção Próxima página;


Depois de criarmos a quebra de seção, iremos inserir o número da página. Se você estiver em uma seção de seu trabalho que não deve aparecer na mesma, então simplesmente você terá que desmarcar uma opção na janela de numeração de página. Vejamos como isso acontece: 

8.1.1 Para inserir números de página: 
1. Clique na página onde você deseja contar a numeração, mas que não aparece o 
número. 
2. Clique no menu Inserir; 
3. Clique na opção Numeros de página...; 
4. No item Posição da janela, escolha a opção “Início da página (cabeçalho)”; 
5. No alinhamento, escolha a opção “Direita”; 
6. E, caso não queira que o número apareça na página,  desmarque a opção “Mostrar 
número na primeira página”. 

9 SIGLAS  

A utilização de siglas deve ser feita de forma que  o leitor saiba seu significado no texto. 
Quando usada pela primeira vez, o nome completo precede a sigla, que é colocada entre 
parênteses. Por exemplo: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

10-  O USO DE ILUSTRAÇÕES  
                                             . 
As ilustrações são entendidas como gráficos, desenhos, mapas, fotografias, lâminas, quadros,
plantas, retratos, organogramas, fluxogramas, esquemas ou outros elementos autônomos e
demonstrativos de síntese, necessárias à complementação e melhor visualização do texto.
Segundo a norma brasileira, toda a ilustração deve  ser identificada no texto com uma
respectiva legenda.
A legenda das ilustrações deve ficar localizada na parte inferior da mesma. Sua característica
é designar a palavra referente à ilustração com um  número seqüencial progressivo arábico,
por exemplo, Foto 1.

As ilustrações devem aparecer o mais perto possível do texto ao qual ela faz referência e deve
ser destacada com dois espaços simples antes e depois do texto principal.


No Word, trabalha-se com ilustrações da seguinte maneira:      . 
                                       
1. Clique no menu Inserir.
2. Em seguida Imagem do arquivo.
3. Escolha a ilustração e dê um OK.
4. Clique na ilustração que você inseriu no trabalho.
5. Vá até o menu Inserir novamente e clique em Referências.
6. Depois em Legenda.
7. Crie o nome da legenda e depois clique em OK para concluir.
Você verá que uma legenda foi inserida em sua ilustração.


11 TABELAS                                                           .
  
Para a confecção e apresentação de tabelas nos trabalhos acadêmicos, a ABNT estabelece a
utilização dos padrões adotados pelo IBGE: toda tabela deve ter significado próprio,
dispensando consultas ao texto e estar o mais próximo possível do trecho a que se refere:
1. O título deve ser precedido pela palavra Tabela, seu número de ordem em algarismos
arábicos e hífen.
2. As tabelas podem ser numeradas consecutivamente por capítulo ou no documento
como  um  todo.  Quando a numeração for  feita  por capítulo,  o  número  de  ordem
deve  ser  precedido  do  número  do capítulo e um ponto.
3. A tabela deve ser colocada preferencialmente em posição vertical, facilitando  a
leitura  dos  dados.  Caso não haja espaço suficiente, deve ser colocada em posição
horizontal com o título voltado para a margem esquerda da folha.
4. As fontes consultadas para a construção da tabela e outras  notas devem ser colocadas
após o traço inferior. 

12 FORMATAÇÃO DOS TÍTULOS, SUBTÍTULOS

12.1 TÍTULOS

Letras maiúsculas e negritado.

12.2  SUBTÍTULOS

Letra maiúsculas sem negrito

12.3 DIVISÃO DE SUBTÍTULOS

Palavras iniciando com maiúscula e negritado.

Exemplo:
Agricultura familiar

1 CULTIVO DO MILHO
1.1 TIPOS DE SEMENTES CULTIVADAS
1.1.1 Comum
1.1.2 Transgênico
1.2 TIPOS DE ADUBOS

2 CULTIVO DO FEIJÃO
2.1 TIPOS DE SEMENTES
2.1.1 Comum
2.1.2 Transgênico
2.2 tipos de adubos

Fonte: www.bu.ufsc.br nomas da ABNTNBR 10520/2002NBR 14724/2011 e demais bibliografia citadas acima.


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