INFORMAÇÕES - ARQUIVOS PARA PESQUISA SOBRE MEIO AMBIENTE E SEGURANÇA DO TRABALHO - FOTOS E VÍDEOS - TRABALHOS EM DESTAQUE - (compartilhe, envie seu comentário e torne-se um seguidor)
Incêndios, explosões, vazamento de produtos químicos
inflamáveis e altamente tóxicos são
uma constante na rotina de algumas
empresas. No mundo atual, as enchentes e as inundações durante todo o período
chuvoso costumam castigar impiedosamente as grandes cidades do Brasil. Esses
eventos causam enormes prejuízos financeiros às operações das empresas,
acarretam grande aborrecimento para os clientes e constituem um fator
extremamente negativo para o setor privado devido à falta de planejamento e a
omissão do setor público.
“é um dever do Gestor de Segurança visualizar esses
problemas e, de forma sensata e proativa, iniciar um trabalho de formiguinha
para conscientizar a alta gestão que é necessário e vital ter um Plano de
Emergência”
Diante desta situação, é um dever do Gestor de Segurança
visualizar esses problemas e, de forma sensata e proativa, iniciar um trabalho
de “formiguinha” para conscientizar a alta gestão que é necessário e vital ter
um Plano de Emergência objetivando saber:
O
que fazer?
Quando
fazer?
Como
fazer?
E o mais importante: Quais os recursos humanos e
materiais, além dos recursos financeiros, podem ser canalizados para sanar uma
situação de emergência sem paralisar as principais operações da sua empresa?
Dentro desta ótica, o presente artigo ressalta os principais
motivos que justificam a implementação de um Plano de Emergência para as
empresas, seja de pequeno, médio ou grande porte, independente do ramo de
atuação, como forma de fazer a diferença numa situação crítica.
2. DESENVOLVIMENTO
2.1. Plano de Emergência – Visão conceitual
De acordo com a ABNT NBR 9441/94 um Plano de Emergência pode
definir-se como a sistematização de um conjunto de normas e regras de
procedimentos, destinadas a minimizar os efeitos das catástrofes que se prevê e
que podem se materializar em determinadas áreas, cessando a ameaça, empregando
os recursos disponíveis de forma otimizada.
Assim, um Plano de Emergência constitui um instrumento
simultaneamente preventivo e reativo de gestão operacional, uma vez que, ao
identificar os riscos existentes dentro e fora de uma organização (fatores
endógenos e exógenos), define atribuições específicas e estabelece os meios
organizacionais, humanos e materiais necessários para fazer face ao acidente de
ordem natural (enchentes, alagamento, terremoto, chuva de granitos, entre
outros) ou provocado de forma negligente, imprudente ou por imperícia do ser
humano (vazamento de produtos químicos em via pública, incêndios provenientes
de pane na rede elétrica, explosões etc.).
2.2. Vantagens de um Plano de Emergência
Um Plano de Emergência bem elaborado proporciona:
Rápida intervenção por parte do Gestor/Administrador que
cuida dessa área específica para realizar a contenção da emergência que se
materializou de forma inesperada;
Racionalização e canalização dos esforços para os setores mais importantes,
não deixando que o negócio (core business) da organização fique paralisado;
Tentar minimizar a extensão dos danos causados pelos riscos identificados
dentro e fora da organização / empresa, impedindo que estes danos se alastrem e
venham a prejudicar outras empresas nas áreas adjacentes;
A preservação, acima de tudo, de vidas humanas.
2.3. Razões para a elaboração de um Plano de Prevenção
Identificar
os riscos que o empreendimento está exposto e que, a qualquer momento,
pode se materializar dentro da empresa;
Estabelecer
os prováveis cenários de acidentes para os riscos identificados;
Define
princípios, normas e regras de atuações gerais face aos cenários
identificados;
Organiza
os meios (humanos, materiais e financeiros) que podem ser disponibilizados
para uma situação crítica e prevê missões que competem a cada um dos
grupos intervenientes envolvidos no Plano de Emergência;
Permite
desencadear ações oportunas, rápidas e precisas que se destinam a
minimizar as consequências do sinistro;
Evita
confusões, erros, atropelos e a duplicação de atuações;
Prevê
e organiza antecipadamente o plano de abandono e de contingência;
Permite
rotinas e procedimentos, os quais poderão ser testados, através de
exercícios de simulação.
2.4. Características do Plano de Emergência
Um Plano de Emergência tem algumas características básicas
das quais podemos citar:
SIMPLICIDADE – Ao ser elaborado de forma
simples e concisa, será bem compreendido, evitando confusões e erros por parte
dos executantes;
FLEXIBILIDADE – Qualquer planejamento (estratégico, tático ou
operacional) não pode ser rígido (inflexível). O planejamento deve permitir uma
flexibilidade e adaptação às situações não coincidentes com os cenários
inicialmente previsto
DINAMISMO – Deve ser atualizado constantemente em função da
migração dos riscos para outros ambientes/locais identificados na análise de
riscos;
ADEQUAÇÃO – Deve estar adequado à realidade da empresa e aos
meios disponibilizados pela mesma;
PRECISÃO – Deve ser claro na atribuição de responsabilidades,
por isso se realiza o treinamento periódico para identificar e corrigir as
possíveis falhas existentes durante a execução (Ciclo PDCA).2.4. Objetivos do Plano de Emergência
Os objetivos da implantação do Plano são:
Dotar
o empreendimento (escolas, creches, faculdades, empresa, condomínios
verticais e horizontais, laboratórios, centro de pesquisas, parques de
armazenamento de cargas e de produtos inflamáveis, transportadoras de
cargas etc.) de um nível de segurança eficaz e eficiente;
Tentar
limitar as conseqüências de um acidente ao espaço físico da empresa,
através das barreiras de contenção criadas;
Sensibilizar
para a necessidade de conhecer e praticar os “procedimentos de
auto-proteção”, por parte de todos os colaboradores de uma determinada
empresa, em caso de acidente. Afinal de contas, só pode proteger alguém se
você estiver protegido;
Co-responsabilizar
toda a população fixa do local, no cumprimento das normas de segurança;
Preparar
e organizar os meios humanos, organizacionais e materiais existentes para
garantir e salvaguardar as pessoas e os bens (tangíveis e intangíveis), em
caso de ocorrência de uma situação perigosa.
2.5. Metas a serem alcançadas pelo Plano de Emergência
Envolvimento
de todos os setores da empresa (Recursos Humanos, Logística, SESMT,
Financeiro, Estratégico, Segurança do Trabalho, Depto. de Segurança
Patrimonial, entre outros);
Conhecimento
real e pormenorizado das condições de segurança (compra e utilização de
Equipamentos de Proteção Individual – EPI, o que prever a (NR 6) Norma
Regulamentadora nº 06 do Ministério do Trabalho e Emprego);
Eficácia
e eficiência durante o planejamento, realizando as devidas correções
quando necessário, certificando-se através das verificações (check-list),
e através da ação realizando o treinamento (PDCA). Esta é a
responsabilidade do responsável pela elaboração do Plano de Emergência do
empreendimento;
Identificação
de todas as carências e situações e disfunções detectadas;
Organização
centrada e exata de todos os recursos humanos e materiais, tendo em vista
a rápida atuação das equipes em uma situação de emergência para
maximização das possibilidades de resposta e contenção do problema logo na
primeira intervenção;
Facilitar
o desencadeamento do Plano de Abandono de Área das instalações prediais se
a situação exigir;
Facilitar
a elaboração do Plano de Contingência.
2.6. Etapas para a elaboração do Plano de Emergência
A elaboração de um plano de emergência deve incluir estudos
prévios minuciosos (APE – Analise Preliminar de Risco) que, em conjunto com a
estrutura interna de segurança já existente no local, constituem etapas
sistematizadas de contenção dos riscos identificados, em qualquer situação de
emergência. Para isso é importante:
Mapear
todo o espaço existente das instalações prediais, identificando os pontos
críticos e vulneráveis dentro da empresa;
Identificar
os riscos na área interna com base no Mapa de Riscos Ambiental previamente
elaborado pelo setor de segurança do trabalho, conforme estabelece a NR 05
– Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA);
Repassar
para o departamento de Recursos Humanos a necessidade de capacitar os
colaboradores (Cursos: Atendimento Pré Hospitalar, Brigada de Incêndio,
Curso de Bombeiro Civil entre outros);
Levantar
os meios e recursos existentes;
Promover
a continuidade na elaboração do Plano de Abandono de Área;
Promover
a continuidade na elaboração do Plano de Contingência.
3. CONCLUSÃO
É importante frisar que o Gestor / Administrador é uma peça
fundamental do processo. Assim, ao realizar uma Análise de Risco do
empreendimento para posterior elaboração de um Plano de Emergência ou mesmo um
simples Plano de Ação, estar atento aos mínimos detalhes, ter um olhar
diferenciado para identificação destes riscos, neste caso o trabalho em
conjunto com os setores de Segurança do Trabalho, é um requisito fundamental
para o sucesso do Plano de Emergência. Desta forma, a união faz a força e o
planejamento preventivo faz a diferença.
A Ordem
de Serviço é um instrumento de extrema na importância em toda gestão de Segurança
do Trabalho na empresa que serve para conscientizar o
trabalhador dos riscos do ambiente de trabalho, como também para
mostrar as medidas adotadas pela empresa em favor da
segurança do trabalhador além de ser importante também pelo fator
“documentação”. Nela o funcionário se compromete a trabalhar de forma segura. É
geralmente, o primeiro contato da segurança do trabalho com o trabalhador
recém contratado.
Segundoo Capítulo V da CLT (Consolidação
das Leis do Trabalho) Artigo 157 Item II – Mostra que cabe às
empresas:
•Instruir os empregados, através
de ordens de serviços quanto às precauções a tomar no sentido de
evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais;
•Como podemos ver a lei é bem clara quando se
trata de Ordem de Serviço. É um mandamento, uma ordem, portanto, deve ser
bem elaborada para que seja eficiente.
•A OS deve ser o primeiro contato
de Segurança do Trabalho, oferecido pela empresa ao empregado.
Ela também pode agregar outras normas internas da empresa, ficando assim, até
mais completa.
•Sugere-se que seja entregue no ato da contração
do funcionário, e que seja assinada pela e empresa e funcionário. Assim
ficará como um termo de conhecimento das normas a serem seguidas, e assim, o
funcionário não poderá alegar que não sabia ou não conhecia as normas.
•Não basta fornecer a Ordem de Serviço temos que
explicar para o trabalhador o que ele é, o que ele está assinando.
• E mostrar
os riscos descritos na Ordem de Serviço, bem como, as medidas de segurança que
deverão ser adotadas por ele.
Como montar um ordem de serviço
•Como montar uma Ordem de Serviço que atenda
os parâmetros legais, e as necessidades internas organizacionais da empresa?
•Uma Ordem de Serviço, bem elaborada tem que
contar no mínimo com os seguintes itens:
FUNÇÃO;
NOME (Do funcionário);
REVISÃO;
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS;
RISCO DA OPERAÇÃO;
EPI’S – USO OBRIGATÓRIO;
MEDIDAS PREVENTIVAS;
TREINAMENTO(S) NECESSÁRIO(S);
PROCEDIMENTO EM CASO DE ACIDENTE DE TRABALHO;
TERMO DE RESPONSABILIDADE;
ASSINATURAS;
DATA (de emissão);
ØFUNÇÃO
Serve para documentar para qual função está
sendo elaborada a Ordem de Serviço.
•Observação: As Ordens de Serviços devem
ser feitas por função para melhor mapeamento dos riscos, melhor fator de
conscientização do funcionário e melhor documentação.
ØNOME (Do funcionário)
•Esse campo é indispensável por muitas pessoas
tem a escrita ruim, e se for deixar somente na assinatura podemos nunca saber
que assinou, a não ser se formos perguntar para os funcionários um por um.
ØREVISÃO
•Serve para acompanhar qual a versão atual da
Ordem de Serviço.
•As vezes a empresa faz tantas alterações que até
perde o controle da versão. E por isso ter um campo para determinar a versão se
faz muito importante.
ØATIVIDADES DESENVOLVIDAS
•Descrição das atividades
desenvolvidas diariamente pelo colaborador.
•Pode detalhar bem esse item, pois com base nas
atividades realizadas pelo trabalhador é que mensuramos quais medidas
preventivas são necessárias para garantir a sua segurança.
ØRISCO DA OPERAÇÃO
•O risco ao qual o trabalhador está exposto.
Lembrar que Ordem de Serviço não é PPRA, e sendo assim, o risco de acidente e
até ergonômico podem entrar nesse item.
ØEPI’S – USO OBRIGATÓRIO
•Os EPIs usados durante a jornada de
trabalho. Nesse campo coloque tanto os obrigatórios, quanto os de uso
eventual.
ØMEDIDAS PREVENTIVAS
•Normas de Segurança do Trabalho adotadas pela
empresa, e que devem ser observadas pelo funcionário.
•Esse é o campo mais importante para dar vida a
Ordem de Serviço.
•Todas as normas devem estar descritas nesse
campo, é importante usar linguagem de fácil entendimentos a todos os
envolvidos.
•Nesse campo podemos até colocar normas
administrativas da empresa. Exemplo: Bater ponto no horário, etc.
ØTREINAMENTO(S) NECESSÁRIO(S)
•Nessa parte da OS deve-se destacar os
treinamentos que podem ser relevantes para a segurança de trabalho.
•O treinamento necessário varia bastante com a
função que o trabalhador exerce na empresa. Por exemplo, se é Operador de
Empilhadeira, tem que constar o curso de Operador de Empilhadeira.
•Tem vários outros cursos, exemplos, treinamento
de brigada de incêndio, treinamento de como transportar uma carga de forma
segura…
ØPROCEDIMENTO EM CASO DE ACIDENTE DE TRABALHO
•Todos os procedimentos adotados em caso de
acidente de trabalho devem ser listados de forma clara e objetiva nesse
item.
ØTERMO DE RESPONSABILIDADE
•É a parte onde o colaborador registra que está
ciente das normas e procedimentos que devem ser adotados para o bom andamento
do trabalho. É um item que deve ser curto e objetivo. É importante usar
embasamento legal.
ØASSINATURAS
•Do empregado e de quem está aplicando a OS, pode
ser um Técnico em Segurança do TRABALHO, ou o pessoal dos Recursos
Humanos.
ØDATA (de emissão)
•Serve para documentar quando foi emitida a Ordem
de Serviço.
•Fazendo assim, a sua OS se torna uma ferramenta
de trabalho poderosa!
É um texto que se limita a resumir o conteúdo de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma peça de teatro ou de um espetáculo, sem qualquer crítica ou julgamento de valor. Trata-se de um texto informativo, pois o objetivo principal é informar o leitor. A resenha, por ser em geral um resumo crítico, exige que o resenhista seja alguém com conhecimentos na área, uma vez que avalia a obra, julgando-a criticamente.
1.2 RESENHA CRÍTICA
É um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica.
2 OBJETIVO DA RESENHA
O objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural - livros, filmes peças de teatro, etc. Por isso a resenha é um texto de caráter efêmero, pois "envelhece" rapidamente, muito mais que outros textos de natureza opinativa. A resenha é, em geral, veiculada por jornais e revistas.
3 COMO ELABORAR
A extensão do texto-resenha depende do espaço que o veículo reserva para esse tipo de texto. Observe-se que, em geral, não se trata de um texto longo, "um resumão" como normalmente feito nos cursos superiores ... Para melhor compreender este item, basta ler resenhas veiculadas por boas revistas.
3.1 PARTES DA RESENHA
Devem constar:
O título
A referência bibliográfica da obra
Alguns dados bibliográficos do autor da obra resenhada
O resumo, ou síntese do conteúdo
A avaliação crítica
3.1.1 O título da resenha
O texto-resenha, como todo texto, tem título, e pode ter subtítulo, conforme os exemplos, a seguir:
Título da resenha: Astro e vilão
Subtítulo: Perfil com toda a loucura de Michael Jackson
Livro: Michael Jackson: uma Bibliografia não Autorizada (Christopher Andersen) - Veja, 4 de outubro, 1995
Título da resenha: Com os olhos abertos
Livro: Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) - Veja, 25 de outubro, 1995
Título da resenha: Estadista de mitra
Livro: João Paulo II - Bibliografia (Tad Szulc) - Veja, 13 de março, 1996
3.1.2 A referência bibliográfica do objeto resenhado
Constam da referência bibliográfica:
Nome do autor
Título da obra
Nome da editora
Data da publicação
Lugar da publicação
Número de páginas
Preço
Obs.: Às vezes não consta o lugar da publicação, o número de páginas e/ou o preço.
Os dados da referência bibliográfica podem constar destacados do texto, num "box" ou caixa.
Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, o novo livro do escritor português José Saramago (Companhia das Letras; 310 páginas; 20 reais), é um romance metafórico (...) (Veja, 25 de outubro, 1995).
3.1.3 O resumo do objeto resenhado
O resumo que consta numa resenha apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral.
Pode-se resumir agrupando num ou vários blocos os fatos ou idéias do objeto resenhado.
Veja exemplo do resumo feito de "Língua e liberdade: uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (Celso Luft), na resenha intitulada "Um gramático contra a gramática", escrita por Gilberto Scarton.
"Nos 6 pequenos capítulos que integram a obra, o gramático bate, intencionalmente, sempre na mesma tecla - uma variação sobre o mesmo tema: a maneira tradicional e errada de ensinar a língua materna, as noções falsas de língua e gramática, a obsessão gramaticalista, a inutilidade do ensino da teoria gramatical, a visão distorcida de que se ensinar a língua é se ensinar a escrever certo, o esquecimento a que se relega a prática lingüística, a postura prescritiva, purista e alienada - tão comum nas "aulas de português".
O velho pesquisador apaixonado pelos problemas de língua, teórico de espírito lúcido e de larga formação lingüística e professor de longa experiência leva o leitor a discernir com rigor gramática e comunicação: gramática natural e gramática artificial; gramática tradicional e lingüística;o relativismo e o absolutismo gramatical; o saber dos falantes e o saber dos gramáticos, dos lingüistas, dos professores; o ensino útil, do ensino inútil; o essencial, do irrelevante".
Pode-se também resumir de acordo com a ordem dos fatos, das partes e dos capítulos.
Veja o exemplo da resenha "Receitas para manter o coração em forma" (Zero Hora, 26 de agosto, 1996), sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável", produzido pela LDA Editora, com o apoio da Beal.
Receitas para manter o coração em forma
"Na apresentação, textos curtos definem os diferentes tipos de gordura e suas formas de atuação no organismo. Na introdução os médicos explicam numa linguagem perfeitamente compreensível o que é preciso fazer (e evitar) para manter o coração saudável.
As receitas de Cozinha do Coração Saudável vêm distribuídas em desjejum e lanches, entradas, saladas e sopas; pratos principais; acompanhamentos; molhos e sobremesas. Bolinhos de aveia e passas, empadinhas de queijo, torta de ricota, suflê de queijo, salpicão de frango, sopa fria de cenoura e laranja, risoto com açafrão, bolo de batata, alcatra ao molho frio, purê de mandioquinha, torta fria de frango, crepe de laranja e pêras ao vinho tinto são algumas das iguarias".
3.1.3.1 Como inicia-se uma resenha
Pode-se começar uma resenha citando-se imediatamente a obra a ser resenhada. Veja os exemplos:
"Língua e liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (L&PM, 1995, 112 páginas), do gramático Celso Pedro Luft, traz um conjunto de idéias que subvertem a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veementemente, o ensino da gramática em sala de aula.
Mais um exemplo:
"Michael Jackson: uma Bibliografia Não Autorizada (Record: tradução de Alves Calado; 540 páginas, 29,90 reais), que chega às livrarias nesta semana, é o melhor perfil de astro mais popular do mundo". (Veja, 4 de outubro, 1995).
Outra maneira bastante freqüente de iniciar uma resenha é escrever um ou dois parágrafos relacionados com o conteúdo da obra.
Observe o exemplo da resenha sobre o livro "História dos Jovens" (Giovanni Levi e Jean-Claude Schmitt), escrita por Hilário Franco Júnior (Folha de São Paulo, 12 de julho, 1996).
O que é ser jovem
Hilário Franco Júnior
Há poucas semanas, gerou polêmica a decisão do Supremo Tribunal Federal que inocentava um acusado de manter relações sexuais com uma menor de 12 anos. A argumentação do magistrado, apoiada por parte da opinião pública, foi que "hoje em dia não há menina de 12 anos, mas mulher de 12 anos".
Outra parcela da sociedade, por sua vez, considerou tal veredito como a aceitação de "novidades imorais de nossa época". Alguns dias depois, as opiniões foram novamente divididas diante da estatística publicada pela Organização Mundial do Trabalho, segundo a qual 73 milhões de menores entre 10 e 14 anos de idade trabalham em todo o mundo. Para alguns isso é uma violência, para outros um fato normal em certos quadros sócio-econômico-culturais.
Essas e outras discussões muito atuais sobre a população jovem só podem pretender orientar comportamentos e transformar a legislação se contextualizadas, relativizadas. Enfim, se historicizadas. E para isso a "História dos Jovens" - organizada por dois importantes historiadores, o modernista italiano Giovanno Levi, da Universidade de Veneza, e o medievalista francês Jean-Claude Schmitt, da École des Hautes Études em Sciences Sociales - traz elementos interessantes.
Observe igualmente o exemplo a seguir - resenha sobre o livro "Cozinha do Coração Saudável", LDA Editores, 144 páginas (Zero Hora, 23 de agosto, 1996).
Receitas para manter o coração em forma
Entre os que se preocupam com o controle de peso e buscam uma alimentação saudável são poucos os que ainda associam estes ideais a uma vida de privações e a uma dieta insossa. Os adeptos da alimentação de baixos teores já sabem que substituições de ingredientes tradicionais por similares light garantem o corte de calorias, açúcar e gordura com a preservação (em muitos casos total) do sabor. Comprar tudo pronto no supermercado ou em lojas especializadas é barbada. A coisa complica na hora de ir para a cozinha e acertar o ponto de uma massa de panqueca,crepe ou bolo sem usar ovo. Ou fazer uma polentinha crocante, bolinhos de arroz e croquetes sem apelar para a frigideira cheia de óleo. O livro Cozinha do Coração Saudável apresenta 110 saborosas soluções para esses problemas. Produzido pela LDA Editora com apoio da Becel, Cozinha do Coração saudável traz receitas compiladas por Solange Patrício e Marco Rossi, sob orientação e supervisão dos cardiologistas Tânia Martinez, pesquisadora e professora da Escola Paulista de Medicina, e José Ernesto dos Santos, presidente do departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia e professor da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Os pratos foram testados por nutricionistas da Cozinha Experimental Van Den Bergh Alimentos.
Há, evidentemente, numerosas outras maneiras de se iniciar um texto-resenha. A leitura (inteligente) desse tipo de texto poderá aumentar o leque de opções para iniciar uma recensão crítica de maneira criativa e cativante, que leva o leitor a interessar-se pela leitura.
3.1.4 A crítica
A resenha crítica não deve ser vista ou elaborada mediante um resumo a que se acrescenta, ao final, uma avaliação ou crítica. A postura crítica deve estr presente desde a primeira linha, resultando num texto em que o resumo e a voz crítica do resenhista se interpenetram.
O tom da crítica poderá ser moderado, respeitoso, agressivo, etc.
Deve ser lembrado que os resenhistas - como os críticos em geral - também se tornam objetos de críticas por parte dos "criticados" (diretores de cinema, escritores, etc.), que revidam os ataques qualificando os "detratores da obra" de "ignorantes" (não compreenderam a obra) e de "impulsionados pela má-fé".
ANEXO Á PORTARIA N.º 25, DE 29 DE DEZEMBRO DE 1994
ANEXO IV - NR- 5
MAPA DE RISCOS
1. O Mapa de Riscos tem como objetivos:
a) reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa;
b) possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção.
2. Etapas de elaboração:
a) conhecer o processo de trabalho no local analisado:
- os trabalhadores: número, sexo, idade, treinamento profissionais e de segurança e saúde, jornada;
- os instrumentos e materiais de trabalho;
- as atividades exercidas;
- o ambiente.
b) identificar os riscos existentes no local analisado, conforme a classificação da tabela I;
c) identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia:
- medidas de proteção coletiva
- medidas de organização do trabalho
- medidas de proteção individual
- medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários, bebedouro, refeitório, área de lazer.
d) identificar os indicadores de saúde:
- queixas mais freqüentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos mesmos riscos;
- acidentes de trabalho ocorridos;
- doenças profissionais diagnosticadas;
e) causas mais freqüentes de ausência ao trabalho.
f) conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local;
g) elaborar o Mapa de Riscos, sobre o layout da empresa, incluindo através de círculo:
h) o grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada na Tabela I;
i) o número de trabalhadores expostos ao risco, o qual deve ser anotado dentro do círculo;
j) a especialização do agente (por exemplo: químico > silica, hexano, ácido clorídrico, ou ergonômico > repetitividade, ritmo excessivo) que deve ser anotada também dentro do círculo;
- A intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve ser representada por tamanhos proporcionalmente diferenciados de círculos.
- Após discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de Riscos, completo ou setorial, deverá ser afixado em cada local analisado, de forma claramente visível e de fácil acesso para os trabalhadores.
3. No caso das empresas da indústria da construção, o Mapa de Riscos do estabelecimento deverá ser realizado por etapa de execução dos serviços, devendo ser revisto sempre que um fato novo e superveniente modificar a situação de riscos estabelecida.
Tabela I (Anexo IV)
Classificação dos Principais Riscos Ocupacionais em Grupos, de Acordo com sua Natureza
e a padronização das Cores Correspondentes.
EXEMPLO DE MAPA DE RISCOS
AVALIAÇÃO DOS RISCOS
Após identificado a existência dos risco para a segurança operacional, faz-se necessário analisar o potencial de prejuízos ou danos para o correto preenchimento do mata de riscos, levando em consideração:
A probabilidade de que o perigo venha a causar algum acidente, dano ao trabalhador ou evento perigoso;
A gravidade das possíveis consequências prejudiciais ou o resultado deste evento perigosos;
O índice de exposição aos perigos. A probabilidade de consequências prejudiciais aumenta conforme o tempo de exposição em ambientes inseguros.
Na avaliação devemos considerar a probabilidade com a gravidade e que essa relação poderá resultar em acidentes de trabalho com perdas materiais e pessoais.
PARA AJUDAR A AVALIAÇÃO DOS RISCOS
GRAVIDADE DAS CONSEQUÊNCIAS DO ACIDENTE
MATRIZ DE AVALIAÇÃO
VÍDEOS SOBRE A CIPA E ELABORAÇÃO DE MAPA DE RISCOS
clique e confira outros temas sobre a segurança do trabalho
APRESENTAÇÃO
Para ficar claro, é necessário fazer distinções entre padrões e normas, já que normas da ABNT são constituídas de regras a serem seguidas, objetivando a qualidade em produções científicas, enquanto que nos padrões, são apresentados a título de recomendação modelos de formatações, tendo como base as próprias normas da ABNT, podendo ou não ser utilizada. Tendo em vista, facilitar o entendimento e a execução de trabalhos dentro dos padrões, segue este manual com todos os hítens de acordo com as normas da ABNT.
O formato de
apresentação do trabalho acadêmico foi alterado com a norma 14.724/2011,
permitindo a impressão frente e verso e com espaçamentos menores, contribuindo
assim com o meio ambiente.
1.1 PAPEL E FONTE
- Formato A4
(21,0 x 29,7 cm)
- Texto cor preta
- Ilustração
pode ser colorida
- Fonte tamanho
12 para o texto
- Fonte tamanho
10 para citação longa, nota de rodapé, legenda e paginação;
- Fontes (Times New Roman ou Arial
- Margens:
superior 3cm, inferior 2cm, esquerda 3cm, direita 2cm;
- Parágrafo com
recuo de 2cm;
- Citação longa
(+ 3 linhas) com recuo de 4 cm;
1.2 ESPAÇO E ENTRE LINHAS
- Espaço 1,5 -
todo o texto;
- Dois espaços
de 1,5 - separando cada título e subtítulos do texto que os precede e os que
sucedem;
- Espaço simples
para - citação longa, nota de rodapé, referências, legendas.
- Dois
espaço simples - entre uma referência e outra
1.3 PAGINAÇÃO
As folhas do
trabalho devem ser numeradas sequencialmente, em algarismos arábicos. A
contagem será feita a partir da folha de rosto. A numeração, no entanto, deve
aparecer somente a partir da primeira folha textual (introdução) e sendo
consecutiva até o final do trabalho.
De acordo com
a NBR 14724 o número da página deve aparecer no canto superior direito da
folha, a 2cm da borda superior.
2 – ESTRUTURA
A estrutura de
um trabalho, de acordo com a
ABNT/NBR-14724,
compreende três elementos:
* Pré –
textuais,
* Textuais
* Pós textuais.
2.1 Elementos pré –
textuais
Capa, folha de
rosto, dedicatória (opcional),
agradecimentos
(opcional), epígrafe (opcional), resumo na língua vernácula (português),
sumário.
Elementos
textuais:
Introdução,
desenvolvimento, conclusão.
Elementos pós
textuais:
Referências
2.1.1 Capa (obrigatório)
Deve apresentar as seguintes informações:
• Nome da instituição - corpo de texto, tamanho 12 (Maiúscula).
• Nome do autor - corpo de texto, tamanho 14 (Maiúscula). 15
• Título – corpo de texto, tamanho 14 (Maiúscula); subtítulo (se houver) em
letras
minúsculas, com exceção da primeira letra de nomes próprios e outros
segundo as
regras da gramática - corpo de texto, tamanho 14.
• Local (cidade) e ano de defesa - corpo de texto, 12.
Para a confecção da capa recomenda-se a seguinte padronização:
2.1.2 Folha de rosto
2.1.2.1 Nome
do aluno
Centralizado, em
negrito,em letras maiúsculas, Times ou Arial 14, a 1 “enter” da margem superior
da página;
2.1.2.2 Título
e Subtítulo
Centralizado e
em negrito, grafado próximo ao meio da página. O título deve ser em letras
maiúsculas e o subtítulo em letras minúsculas com a inicial maiúsculas Times ou
Arial 14 ou maior;
.2.1.2.3 Natureza
Apresenta a
finalidade do trabalho. Deve ser grafado a 2 espaços duplos do título, Times ou
Arial 12 e sem destaque, recuada a partir do centro da página para a direita e
com espaçamento simples entre linhas.
Exemplo:
Trabalho
apresentado para avaliação interdisciplinar
do “ Projeto
Saúde Pública” do curso regular do ensino médio
da E. E. Celso
Machado.
Professores
Orientadores: (citar o nome dos dois padrinhos da turma)
2.1.3 Dedicatória (opcional)
Página onde o
autor presta homenagem a uma ou mais pessoas.
Formatação:
- Tipo de letras
Times ou Arial
- Tamanho de
letras 12
- Texto recuado
a direita e bem rente a parte inferior da folha
2.1.4 Agradecimento
(opcional)
Agradecimentos a
pessoas que contribuíram para o desenvolvimento do trabalho.
O título “AGRADECIMENTOS”
deverá ser centralizadono alto da página, com letras em
caixa alta e negrito.
Formatação do
título:
- Tipo de letras
Times ou Arial
- Estilo de
letras Caixa alta, negrito
- Tamanho de
letras 12
- Alinhamento
Centralizado
Formatação do
texto:
- Tipo de letras
Times ou Arial
- Tamanho de
letras
12
- Espaçamento
1,5 cm
- Parágrafo 1,25
- Alinhamento
Justificado
2.1.5 Epígrafe (opcional) .
Pensamentos
retirados de um livro, uma música, um poema, normalmente relacionados ao tema
do trabalho.
Se desejar, a
epígrafe pode ser grafada em itálico.
Formatação:
- Tipo de letras
Times ou Arial
- Tamanho de
letras 10
- Espaçamento
Simples
- Alinhamento
Recuada a 4 cm
- As epígrafes
podem ser colocadas também nas folhas de abertura de cada seção primária.
2.1. 6 Resumo em português
Apresentação
concisa dos pontos relevantes do texto. Deve ressaltar o objetivo, o método,
resultados e conclusões do trabalho.
Deve-se utilizar
o verbo na voz ativa ou terceira pessoa do singular.
O título “RESUMO”
deverá ser centralizado no alto da página, com letras em caixa alta e
negrito.
Formatação do
título:
- Tipo de letras
Times ou Arial
- Estilo de
letras Caixa alta, negrito
- Tamanho de
letras 12
- Alinhamento
centralizado.
Formatação do
texto:
- Tipo de letras
Times ou Arial
- Tamanho de
letras 12
- Texto
Parágrafo único
- Extensão 150 a
500 palavras
- Espaçamento
1,5 cm
Ao final do
resumo deve-se elaborar PALAVRAS- CHAVE representativas do
conteúdo do trabalho, separadas entre si por um ponto.
2.1.7 Sumário (obrigratório) .
Sumário
(elemento obrigatório) (NBR 6027/2003)
Listagem das
seções textuais e pós-textuais que compõem o trabalho, e sua respectiva
localização (página).
Incluir no
sumário:
Elementos textuais: Introdução,
Desenvolvimento e Conclusão, Com numeração progressiva.
Elementos pós-textuais:Referências
(obrigatório), Apêndices (opcional), Anexos (opcional) e
Glossário(opcional), Sem numeração.
Todas as seções textuais são numeradas
(Introdução, Desenvolvimento
e Conclusão).
Os elementos
pós-textuais não são numerados (referências, apêndices, anexos e
glossário).
2.2 ELEMENTOS TEXTUAIS
Núcleo do
trabalho em que é exposta a matéria
resultante do processo de investigação,
os elementos
textuais são constituídos de três partes fundamentais:
introdução, desenvolvimento e conclusão (NBR 1427, 2005, p. 6),
intimamente relacionadas como partes
de uma estrutura
lógica e harmoniosa.
2.2.1 Introdução
Parte inicial do
texto, na qual devem constar a delimitação
do assunto tratado, a
problematização,
objetivos da pesquisa e outros elementos
necessários para situar o tema do trabalho (NBR 1424, 2005,
p. 6).
2.2.2 Desenvolvimento
.
Parte principal do texto que contém a
exposição ordenada e pormenorizada do
assunto.
Divide-se em seções e subseções que variam em função da abordagem do tema e do
método
(NBR 14724, 2005, p. 6).
2.2.3 Conclusão .
Parte final do texto, na qual se apresentam as conclusões
correspondentes aos objetivos
ou hipóteses. É opcional apresentar os desdobramentos
relativos à importância, síntese,
projeção, repercussão, encaminhamento e outros (NBR
14724, 2005, p.6).
2.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS.
2.3.1 Referências (obrigatório)
.
Referência é o “conjunto padronizado de elementos retirados de um documento,
que permite
sua identificação individual” (NBR 14724, 2005, p. 2). Elaborado conforme a NBR
6023,
consiste numa lista ordenada alfabeticamente das obras citadas no texto.
Considerando que são muitas as formas de organização das informações
indispensáveis para a identificação de documentos, as quais dependem
sobretudo da natureza da fonte de
publicação, seguem exemplos de alguns casos específicos:
3. Divisão de texto.
Os trabalhos acadêmicos são divididos em sua maioria por seções. A NBR 6024
estabelece
alguns requisitos de apresentação que caracterizam a divisão das seções. Estas
seções devem ser feitas de maneira clara e precisam expor numa
sequencia lógica, por ordem de
importância, o inter-relacionamento com o conteúdo, de modo a permitir a
localização
imediata de cada parte do texto.
Segundo a NBR 6024:.
a) os títulos das partes (seções) em que se divide o trabalho devem ser
precedidos de um
indicativo numérico segundo o sistema de numeração progressiva, sempre
alinhados à
esquerda, e começar sempre por um numero inteiro (ex.: 1);
b) devem-se utilizar números arábicos para enumeração das seções/subseções, bem
como o
ponto para divisão e consequente subordinação das seções (ex. 1.1);
c) o indicativo de seção precede o título, dele separado por um espaço de um
caractere;
d) não deve ser utilizado qualquer sinal (hífen, travessão ou ponto) entre o
indicativo
numérico da seção e o seu título.
e) não se usa ponto final em títulos e subtítulos;
f) a apresentação das seções e subseções (títulos e subtítulos) deve ser
diferenciada
tipograficamente utilizando recursos como negrito, itálico, grifo, caixa
alta, versalete,
dentre outros. A escolha é livre, desde que seja padronizada no trabalho
todo.
Recomenda-se que os títulos das seções primárias sejam em maiúsculas.
Cada nível de
seção deve seguir sua própria padronização;
g) os títulos sem indicativo numérico (ilustrações, sumário, resumo,
referências e outros)
devem ser centralizados na página;
h) todas as seções principais têm que iniciar em folha distinta, mesmo que haja
espaço útil
disponível na folha precedente;
i) no Sumário, os títulos das seções e sua enumeração devem estar na mesma
ordem e
grafia do corpo do texto;
j) por fim, a norma estabelece limitar o número de seções até a quinária, ou
seja, no
máximo cinco vezes (ex. 1.1.1.1.1).
4 Formatação da lista de referências (elemento
obrigatório) (NBR 6023/2002)
Referências é o
conjunto de elementos que identificam as obras utilizadas na elaboração do
trabalho. Todas as obras citadas no trabalho (no corpo do texto, nas fontes de
ilustrações e tabelas ou em notas de rodapé) devem compor a listagem das
referências.
As referências
devem ser apresentadas em uma única ordem alfabética, independentemente do
suporte físico (livros, periódicos, publicações eletrônicas ou materiais
audiovisuais) alinhadas somente à esquerda, em espaço simples, e espaço simples
entre elas.
O título “REFERÊNCIAS”
deverá ser centralizado no alto da página, com letras em caixa alta e
negrito.
4.1 Formatação do título
- Tipo de letra:
arial ou times
- Estilo: Caixa
alta, negrito
- Tamanho: 12
- Alinhamento :
centralizado
4.2 Formatação do texto:
- Tipo de letra:
arial ou times
- Ordenação:
ordem alfabética
- Tamanho: 12
- Alinhamento :
somente a direita
- Espaçamento:
espaço simples e um espaço simples entre uma citação e outra.
Padrão:
SOBRENOME DO(S) AUTOR(ES), Prenome(s). Título do trabalho: subtítulo.
Título do
periódico, local, volume, fascículo, página inicial e final do artigo, período
e data de publicação.
Exemplo:
MARTINS,
Gilberto de Andrade. Abordagens metodológicas em pesquisas na área de
Administração. Revista de Administração da USP, São Paulo, v. 32, n.3, p. 5-12,
julho/setembro, 1997.
4.3.5 Documentos
eletrônicos
Trabalho com
indicação de autoria
Padrão: AUTOR,
prenomes. Título. Outros dados, data. Disponível em: <www.endereço do
site>. Acesso em: dia, mês, ano.
Exemplos:
PAES, Pereira. A
permanência de animais nos condomínios. Direitonet. Disponível em
<www.direitonet.com.br>. Acesso em: 15 mai 2002.
Sítio
institucional
Padrão:
INSTITUIÇÃO. Conteúdo do sítio. Título. Outros dados, data. Disponível em:
<www.endereço do site>. Acesso em: dia, mês, ano.
Exemplo:
IBGE. Sítio
eletrônico da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Relatório da
Pesquisa de Domicílios 2005. <www.ibge.gov.br> . Acesso em 15 mar 2005.
4.4 FIGURANDO
O TRABALHO NO EDITOR DE TEXTOS
O editor de
texto mais utilizado para a digitação de trabalhos acadêmicos é o Microsoft
Word.
Para facilitar a sua aplicação nestas normas de formatação, serão apresentadas
algumas
instruções de uso:
Para ajustar o tamanho do Papel e as Margens:
1. Clique no menu Arquivo.
2. Em seguida, clique em Configurar página...
3. Na guia Margens defina o tamanho das margens de acordo com a norma:
•Superior: 3 cm; .
•Esquerda: 3 cm;
.
•Direita: 2 cm;
.
•Inferior: 2 cm;
.
4. A orientação do Papel deve ser a Retrato;
.
5. Para configurar o tamanho do papel, clique na guia Papel; . 6.
Selecione o tamanho A4; .
7. Clique em Ok para finalizar estas configurações. .
6- ESPACEJAMENTO E TIPOGRAFIA
.
A ABNT não especifica o tipo de fonte, contudo costuma-se usar Times New Roman
ou Arial.
Sugerimos digitar ou selecionar da lista a fonte Times New Roman . O
tamanho de fonte
recomendado pela ABNT é 12 para o texto, com espaço entre linhas de 1,5
cm, e tamanho
menor e espaço simples para citações com mais de três linhas, notas de
rodapé, paginação e
legendas de ilustrações e tabelas.
Para facilitar a formatação do texto, o Word utiliza recursos de configuração
de estilos que
são instruções previamente definidas que alteram automaticamente as partes de
um texto ao
qual são aplicadas pelo usuário.Vejamos a seguir como fazer isso .
6.1 CONFIGURANDO ESPACEJAMENTO E
TIPOGRAFIA
.
No editor de textos MS Word podemos configurar o espacejamento e a tipografia
padrão
alterando o modelo de estilo Normal. Vamos modificar o estilo padrão do Word
aplicado ao
texto chamado Normal.
1. Clique em Formatar e depois na opção Estilos e formatação;
2. Irá surgir uma caixa de opções no canto direito do programa;
3. Na caixa “Escolher formatação a ser aplicada” localize o estilo
Normal.
4. Clique no botão que surge no lado direito do estilo quando você coloca o
mouse sobre
o mesmo. Escolha a opção Modificar.
5. Na região de formatação, selecione a fonte Times New Roman, o tamanho do
corpo
12, o alinhamento justificado e o espaçamento entre linhas de 1,5 cm.
6. Para finalizar, clique em OK.
7. Depois, selecione os blocos de texto nos quais você queira aplicar a
formatação e
selecione o estilo Normal para inserir seu efeito.
6.2. CONFIGURANDO OS PARÁGRAFOS
.
Não existe uma norma específica para padronização dos parágrafos, ficando a
critério do
autor estabelecer a padronização desejada. Recomendamos um recuo de 1,5 cm que
facilita a
visibilidade do mesmo. Este pode ser configurado na opção “Parágrafo” que fica
na parte
inferior à esquerda da janela de Modificação de Estilos.
6.3 CONFIGURANDO O ESPACEJAMENTO DE
CITAÇÕES.
As citações diretas com mais de três linhas devem aparecer em um bloco separado
do texto.
Como vimos, nesses casos o espacejamento entre linhas é simples e o tamanho da
fonte deve ser menor que o do texto normal. Recomendamos o tamanho
de fonte 10.
Para configurar o estilo das citações diretas com mais de três linhas siga
estes passos:
1. Novamente na caixa de Estilos e formatação, clique no botão Novo
Estilo;
2. Nomear o novo estilo como “Citações”;
3. O estilo para parágrafos é “Normal”;
4. Clique no botão “Formatar” e em “Parágrafo”;
5. No recuo, configurar para 4 cm à esquerda e espaçamento entre linha
simples.
6. Clique em OK para finalizar;
7. Depois, selecione o bloco de texto desejado e escolha o estilo “Citações”
para aplicar
ao texto escolhido.
7 FORMATO DA DIVISÃO DO TEXTO .
Para facilitar a formatação final do TCC, transcrevemos a seguir a NBR 14724
(p. 8) sobre o
formato dos títulos e subtítulos (seções e subseções) conforme a NBR 6024
(ver a descrição
desta norma na p. 34 deste Manual) .
. Indicativos de seção .
O indicativo numérico de uma seção precede seu título, alinhado à esquerda,
separado por um
espaço de um caractere. .
. Títulos sem indicativo numérico .
Os títulos sem indicativo numérico – errata, agradecimentos, lista de
ilustrações, lista de
abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumos, sumário, referências,
glossário, apêndice(s)
anexo(s) e índice – devem ser centralizados, conforme a ABNT NBR 6024. . Elementos sem título e sem indicativo .
Fazem parte desses elementos a folha de aprovação, a dedicatória e a
epígrafe.
7.1 CONFIGURANDO OS ESTILOS DE DIVISÃO
DO TEXTO .
Agora, vamos entender como configurar os estilos das nossas seções. Aqui iremos
apresentar
um modelo de formatação usado neste manual e que você pode seguir. Primeiro,
vamos
definir como será a padronização a ser seguida na formatação das seções
primária, secundária
e terciária. Sendo assim, optamos pelos seguintes itens:
Seção Primária: Caixa alta (todas as letras em maiúsculas), fonte
tamanho 12, precedido do
indicativo numérico correspondente.
Para cada seção iremos criar um estilo novo. Com o nosso programa aberto,
clique no menu
Formatar e em seguida Estilos e Formatação...
Com certeza você já está familiarizado com esta janela. Clique em Criar Novo
Estilo. Dê o
nome para o estilo como “Seção Primária”. Depois, estabeleça toda a formatação
de fonte e
parágrafo para este estilo, obedecendo a padronização que definimos
acima.
Faça a mesma coisa com os outros estilos. Quando você concluir, verá que os
nomes destes
novos estilos irão surgir na caixa de diálogo Estilo no lado direito da tela do
Word. Quando
você quiser utilizá-los, basta apenas clicar em cima de um deles e digitar o
título. Para voltar a
digitar o texto normal, clique no estilo “Normal” na mesma janela de
listagens.
8 PAGINAÇÃO
.
As páginas do seu trabalho acadêmico devem ser numeradas segundo a NBR
14724. Esta
numeração inicia-se na folha de rosto que, assim como outros elementos
pré-textuais, são
contados, mas não numerados. A numeração aparece na parte textual, em
algarismos arábicos mantendo-se a sequência numérica nas folhas
pós-textuais do trabalho, a despeito do número de volumes.
A regra estabelece que os números sejam identificados no canto direito
superior da folha, a 2
cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm da margem
direita. Para produções
com mais de um volume, a numeração deve ser seqüencial, até os elementos
pós-textuais do
trabalho.
Para você fazer esta configuração da margem onde o número deve aparecer, siga
os seguintes procedimentos.
1. Vá até o menu Arquivo e em seguida, Configurar página...
2. Na guia Layout, aumente a distância do cabeçalho para 2 cm.
3. Em seguida, clique em OK para finalizar.
8.1 INSERINDO A PAGINAÇÃO
.
Para inserir o número da página, desde o início do seu trabalho você deve
separar as mesmas
por quebra de seção. As quebras de seção servem para você separar os
elementos de seu
trabalho como capa da folha de rosto, do sumário, da folha de aprovação e,
inclusive,
capítulos. Muitas vezes, capítulos acabam terminando na metade de uma página. É
errado
você utilizar a tecla “Enter” para criar uma nova página e continuar o texto.
Em vez disso,
utilizaremos a quebra de seção. Com isso, podemos ocultar o número da página
que não pode ser exibido, mas que deve ser contado na sequência, de acordo
com a norma NBR 14724.
Para inserir a quebra de seção:
1. Coloque o curso que pisca, o de digitação, na última palavra da página que
você deseja
separar.
2. Clique no menu Inserir;
3. Clique na opção Quebra;
4. Na janela da Quebra, marque a opção Próxima página;
Depois de
criarmos a quebra de seção, iremos inserir o número da página. Se você estiver
em uma seção de seu trabalho que não deve aparecer na mesma, então
simplesmente você terá que desmarcar uma opção na janela de numeração de
página. Vejamos como isso acontece:
8.1.1 Para
inserir números de página:
1. Clique na
página onde você deseja contar a numeração, mas que não aparece o
número.
2. Clique no
menu Inserir;
3. Clique na
opção Numeros de página...;
4. No item
Posição da janela, escolha a opção “Início da página (cabeçalho)”;
5. No
alinhamento, escolha a opção “Direita”;
6. E, caso não
queira que o número apareça na página, desmarque a opção “Mostrar
número na
primeira página”.
9 SIGLAS
A utilização de
siglas deve ser feita de forma que o leitor saiba seu significado no
texto.
Quando usada
pela primeira vez, o nome completo precede a sigla, que é colocada entre
parênteses. Por
exemplo: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
10- O USO DE ILUSTRAÇÕES .
As ilustrações são entendidas como gráficos, desenhos, mapas, fotografias,
lâminas, quadros,
plantas, retratos, organogramas, fluxogramas, esquemas ou outros elementos
autônomos e
demonstrativos de síntese, necessárias à complementação e melhor visualização
do texto.
Segundo a norma brasileira, toda a ilustração deve ser identificada no
texto com uma
respectiva legenda.
A legenda das ilustrações deve ficar localizada na parte inferior da mesma. Sua
característica
é designar a palavra referente à ilustração com um número seqüencial
progressivo arábico,
por exemplo, Foto 1.
As ilustrações devem aparecer o mais perto possível do texto ao qual ela faz
referência e deve
ser destacada com dois espaços simples antes e depois do texto principal.
No Word, trabalha-se com ilustrações da seguinte maneira: .
1. Clique no menu Inserir.
2. Em seguida Imagem do arquivo.
3. Escolha a ilustração e dê um OK.
4. Clique na ilustração que você inseriu no trabalho.
5. Vá até o menu Inserir novamente e clique em Referências.
6. Depois em Legenda.
7. Crie o nome da legenda e depois clique em OK para concluir.
Você verá que uma legenda foi inserida em sua ilustração.
11 TABELAS
.
Para a confecção e apresentação de tabelas nos trabalhos acadêmicos, a ABNT
estabelece a
utilização dos padrões adotados pelo IBGE: toda tabela deve ter significado
próprio,
dispensando consultas ao texto e estar o mais próximo possível do trecho a que
se refere:
1. O título deve ser precedido pela palavra Tabela, seu número de ordem em
algarismos
arábicos e hífen.
2. As tabelas podem ser numeradas consecutivamente por capítulo ou no documento
como um todo. Quando a numeração for feita por
capítulo, o número de ordem
deve ser precedido do número do capítulo e um
ponto.
3. A tabela deve ser colocada preferencialmente em posição vertical,
facilitando a
leitura dos dados. Caso não haja espaço suficiente, deve ser
colocada em posição
horizontal com o título voltado para a margem esquerda da folha.
4. As fontes consultadas para a construção da tabela e outras notas devem
ser colocadas
após o traço inferior.